Funcionária despedida da Santa Casa da Misericórdia de Avis terminou protesto e acordou rescisão do contrato
A funcionária da Santa Casa da Misericórdia de Avis que protestava há cinco semanas à porta da instituição, dentro de um automóvel, por ter sido despedida, acordou a rescisão do contrato de trabalho por mútuo acordo.
Em declarações à agência Lusa, Maximina Nobre revelou hoje que o acordo foi alcançado quinta-feira no Tribunal de Avis, prevendo o pagamento de uma indemnização no montante de 15 mil euros, correspondente ao período de trabalho na instituição.
Maximina Nobre, que exercia o cargo de encarregada-geral no lar da instituição desde 1979, foi confrontada, no dia 28 de Fevereiro, com uma ordem de serviço para abandonar, de imediato, o posto de trabalho, com a proibição de entrar nas instalações da Santa Casa da Misericórdia.
Na sequência desta decisão, a funcionária empreendeu um protesto à porta da instituição, no interior de um automóvel, até que obtivesse uma explicação da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia sobre a razão do seu despedimento.
Ao fim de cinco semanas, o protesto chega ao fim com a rescisão do contrato de trabalho por mútuo acordo e o pagamento da indemnização, continuando, contudo, por esclarecer as razões concretas do seu despedimento.
"O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Avis disse- me que eu era uma profissional muito zelosa. Só que o meu perfil não correspondia ao desejado pela Mesa Administrativa para desempenhar as funções que me competiam", explicou.
Maximina Nobre adiantou ainda que este acordo de rescisão de trabalho não a impede de voltar à instituição.
"Isso pode acontecer se a composição da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia for alterada e se os novos elementos apostarem no meu regresso", frisou.
No decorrer deste processo, o provedor da Santa Casa da Misericórdia, Joaquim Paula Pais, nunca quis prestar quaisquer declarações sobre o despedimento da funcionária.