Fundação Champalimaud não recebe doentes do SNS

Lisboa, 05 out (Lusa) - O centro de investigação da Fundação Champalimaud recebe doentes com cancro da mama desde novembro do ano passado e vai abrir novas consultas ainda este ano, mas por enquanto não pode acolher utentes do Serviço Nacional de Saúde.

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Numa informação enviada à Lusa a propósito do primeiro aniversário do Centro de Investigação Champalimaud, inaugurado em Lisboa a 05 de outubro de 2010, a Fundação explica que "neste momento o Centro está em atividade e todas as pessoas podem recorrer, exceto os doentes do Serviço Nacional de Saúde", já que "não existem acordos efetivados" nesse sentido.

Em abril, o Ministério da Saúde, então liderado por Ana Jorge, anunciou ter chegado a acordo com a Fundação Champalimaud (FC), tendo assinado um protocolo de cooperação para que os doentes do Serviço Nacional de Saúde com cancro da mama pudessem ser encaminhados para o centro de investigação. No entanto, explica agora a Fundação, "até ao momento ainda não houve concretização deste acordo".

A nota da FC acrescenta que, na área do cancro, estão neste momento a trabalhar 34 médicos, 68 cientistas e 70 técnicos, estando em funcionamento as áreas de "tratamento em cancro da mama e metástases".

"Até ao final do ano o programa de cancro compreende a abertura de mais duas áreas: próstata e colo-retal", enquanto no primeiro trimestre do próximo ano abrirá a área do pulmão.

Estas áreas são "suportadas por departamentos de anatomia patólogica, imagiologia, medicina nuclear, quimioterapia e radioterapia", acrescenta.

Decorrem também três programas de investigação em metástases nas universidades de Harvard, Princeton e Cornell.

O Centro de Investigação da FC em Lisboa tem ainda um Programa de Neurociências, que envolve neste momento cerca de 180 cientistas.

A Fundação Champalimaud foi criada em 2004 por testamento de António Champalimaud e apresentada em junho de 2005. O objeto da Fundação é a investigação na área das ciências médicas, sendo as neurociências e o cancro as áreas principais de investigação.

 

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