Fundação José Neves lança ideias para transformar Portugal

A Fundação José Neves (FJF) apresenta esta quarta-feira um relatório sobre educação e emprego que pretende ser um contributo para “transformar Portugal numa sociedade do conhecimento através da educação alinhada com as necessidades do futuro”, adiantou o presidente.

Lusa /
A Fundação José Neves lança ideias para transformar Portugal Lusa

O “Estado da Nação: Educação, Emprego e Competências em Portugal” é apresentado esta tarde no primeiro evento anual da FJN, uma iniciativa 100% digital, que terá como oradores o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o neurocientista português que trabalha no estudo do cérebro e das emoções humanas, António Damásio, bem como o cantor, guitarrista, compositor, fotógrafo e produtor discográfico, Bryan Adams, entre outros.

O presidente da FJF, Carlos Oliveira, destacou que este relatório pretende analisar três vertentes do país – educação, emprego e a relação entre educação e emprego – e que o objetivo é “dar um contributo ao país”, refletindo sobre onde Portugal “deve investir os seus recursos nos próximos anos de forma a atingir determinadas metas”.

“O objetivo é que Portugal se torne na tal sociedade do conhecimento, em que a educação, o conhecimento e as competências são o elevador social, o combustível para que as pessoas se sintam realizadas e o país e a economia se desenvolvam”, referiu Carlos Oliveira.

O relatório, que foi coordenado pela FJN e produzido por investigadores das universidades do Minho e de Aveiro, resulta de uma recolha, criação e análise de dados, indicadores e modelos econométricos.

As conclusões de o “Estado da Nação” têm como base dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Base de Dados Eurostat, os censos covid-19 da Direção-Geral da Saúde, e do programa da FJN, o Brighter Future, entre outras fontes.

Além de apresentar dados sobre a realidade portuguesa nas dimensões da educação e do emprego, o relatório aponta metas a atingir em 2040, uma “ambição para o país” como lhe chama o presidente da FJN que, a ser alcançada, colocaria Portugal no top 10 dos países da União Europeia.

Atualmente, nesse domínio, Portugal ocupa a 19.ª posição de uma Europa a 27, mas “mais importante que os números é perceber que é necessário fazer algo de estrutural”, salientou Carlos Oliveira, frisando que os indicadores referidos no relatório “não são atingíveis se se mantiver a trajetória da última década”.

O “Estado da Nação” tem como ponto de partida que o país, que partia de uma situação dramática no início do século XX, fez uma revolução muito significativa, em particular depois do 25 de Abril e mais ainda desde o ano 2000 em diante.

Entre muitos outros indicadores, o relatório também mostra que, entre 2010 e 2018, o salário dos jovens licenciados caiu 17% e que as mulheres têm evoluído muito na formação, tendo hoje a maior quota de qualificações superiores e de mestrados, mas há profissões em que a diferença salarial relativa aos homens atinge em média 38%.

Sobre o teletrabalho, o relatório diz que este, da totalidade dos trabalhadores portugueses, apenas 30% estão em profissões que podem exercer a profissão através de casa.

O evento desta tarde também servirá para apresentar a ferramenta 29k FJN, que poderá ser descarregada gratuitamente para telemóvel e que visa potenciar o desenvolvimento pessoal.

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