Fundador da Olivedesportos Joaquim Oliveira é cidadão honorário de Penafiel
Penafiel, 03 mar (Lusa) - O empresário de comunicação social e fundador da Olivedesportos, Joaquim Oliveira, foi hoje agraciado pela Câmara de Penafiel com o título de cidadão honorário do concelho.
"É um orgulho nas minhas raízes. Penafiel faz lembrar a Cascais do interior. É uma excelente e bela cidade, com várias virtudes, com acessibilidade fantásticas e uma dinamização cultural fora de série", afirmou o empresário em declarações aos jornalistas, após a cerimónia.
Joaquim Oliveira, natural daquela cidade, foi distinguido, conjuntamente com outras personalidades, no âmbito das comemorações do 244º aniversário de elevação de Penafiel à categoria de cidade.
Emocionado com a Medalha de Ouro do Município que lhe foi atribuída, o empresário sublinhou nunca esquecer-se da localidade de onde é natural.
"Penafiel está sempre presente comigo, porque está cá a minha família toda. É o orgulho maior que se pode sentir, quando a sua própria terra, a sua própria gente atribui um galardão tão importante e tão alto", declarou.
Aos jornalistas, vincou também o seu desejo de que o maior clube da terra regresse, no final desta época, à primeira divisão do futebol português.
Na cerimónia que se realizou no auditório do museu municipal, à qual assistiu também o presidente do F. C. Porto, Pinto da Costa, o presidente da câmara, Antonino Sousa, recordou o percurso do empresário hoje homenageado. O edil destacou que Joaquim Oliveira "é respeitado e admirado no mundo empresarial, desportivo e até político, ostentando, sempre orgulhoso, a sua qualidade de penafidelense".
A Casa do Gaiato de Paço de Sousa, a APADIMP (associação ligada ao apoio a jovens com deficiência mental), o atual secretário de Estado do Ensino Superior, José Alberto Nunes Ferreira Gomes, natural de Penafiel, o padre Agostinho Cesário Jardim Moreira e Manuel Mário Ferraz da Veiga Ferreira, personalidade ligada ao jornalismo local, foram também agraciados com a Medalha de Ouro do Município.
O presidente da autarquia elogiou o percurso das instituições e personalidades hoje agraciadas.
Sobre a Casa do Gaiato, atualmente com 71 anos de existência, declarou ser "sinónimo de solidariedade por ser uma família onde cresceram se fizeram homens mais de 2.000 rapazes".
Antonino Sousa enalteceu, por outro lado, "o trabalho notável de integração de jovens com deficiência intelectual" realizado pela APADIMP, ao longo de mais 30 anos.
A autarquia também atribuiu a Medalha de Mérito Municipal Dourada a 12 instituições do concelho que se têm destacado pela atividade de solidariedade social.
Antes da cerimónia de entrega das medalhas, realizou-se uma conferência com o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), o padre Lino Maia.
Defendendo que as instituições de solidariedade são "uma almofada social", num "processo recente de degradação das famílias, crise de valores e confiança", o orador disse ser "urgente escutar, ver e agir com inovação e cooperação", sendo essa "a missão das instituições de solidariedade".
"Essas instituições estão conscientes, motivadas e comprometidas na procura de novas soluções integradas e transversais. O desafio é encontrar novas soluções e estratégias, passando do terapêutico ao preventivo", assinalou.