Futuras linhas do Metro do Porto dependem das finanças

por Lusa
O futuro do Metro do Porto depende do Plano Nacional de Investimentos Lusa

A prioridade a estabelecer entre as futuras linhas da Metro do Porto será "determinada em função daquilo que é o envelope financeiro", disse o presidente da transportadora, Tiago Braga, em entrevista à Lusa, assinalando 20 anos de serviço comercial.

"A prioridade vai ser determinada em função daquilo que é o envelope financeiro", afirmou o presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, na sede da empresa que celebra os 20 anos do arranque do seu serviço comercial na quarta-feira.

Tiago Braga tinha sido questionado acerca de qual a prioridade para as futuras linhas do Metro do Porto, a construir após as atuais fases de prolongamento da Linha Amarela (em Vila Nova de Gaia), da construção da Linha Rosa (no Porto), da Linha Rubi (nos dois municípios), e do "metrobus" (BRT - 'Bus Rapid Transit') da Boavista (Porto).

"Nós temos a linha de Gondomar até ao Souto, que é uma linha prioritária. Temos a questão da reposição do serviço para a Trofa, que é um serviço, como sabem, que temos vindo a apresentar com um modelo híbrido, com um prolongamento do canal ferroviário até à estação de Muro/Serra e depois em BRT até à Trofa", elencou.

Continuando a enumeração, referiu-se à linha de São Mamede de Infesta, importante "porque também garante uma duplicação de acesso ao PMO (Parque de Material e Oficinas) de Guifões", em Matosinhos, e ainda "à própria segunda linha da Maia".

"E uma linha que é muito importante para nós, que é a continuação - que um dia chegará a Campanhã - da Linha Rosa. Nós só estamos a fazer, das três fases, a primeira fase, entre a Praça da Liberdade e a Casa da Música", apontou o responsável da Metro do Porto, recordando a atual empreitada.

Arranque das obras depende do financiamento

Questionado sobre prazos para o arranque das novas linhas, o presidente da transportadora remeteu para o Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030, esperando ver "qual a dotação orçamental" destinada à Metro para os definir.

"Estamos a desenvolver essas linhas em termos de projeto preliminar, em termos de traçado, de localização das estações. Temos o perfil geotécnico já definido. Estamos a ganhar maturidade. O levantamento cadastral, o levantamento patrimonial, todas as questões estão a ser trabalhadas no sentido de, assim que houver financiamento assegurado, nós podermos avançar com os projetos a nível de anteprojeto", disse à Lusa.

Tiago Braga, presidente desde 2019 e com mandato até 2025, relembrou que a empresa, "neste momento, tem um pacote de investimento de cerca de mil milhões de euros", que "só tem paralelo com o início da vida da Metro do Porto".

Para Tiago Braga, o Metro do Porto, "de facto, transformou e ajudou a transformar a cidade grande, o Grande Porto".

"Acredito mesmo que o Metro, para além de ser um agente de transformação, de descarbonização de cidade, é claramente um agente de coesão social. Não é territorial, é social", disse à Lusa.

 

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