Futuro do parque de campismo da Praia Grande terça-feira no Parlamento

Responsáveis do Instituto de Conservação da Natureza e do Parque Natural Sintra-Cascais deslocam-se terça-feira ao Parlamento para prestar esclarecimentos sobre o futuro do Parque de Campismo da Praia Grande e alegados atentados ambientais naquela zona.

Agência LUSA /

Em Fevereiro, o BE pediu a presença na Assembleia da República do presidente do Instituto de Conservação (ICN) da Natureza e do Parque Natural (PNSC) para esclarecerem os deputados sobre alegados "atentados ambientais graves" naquela área protegida.

A Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território, presidida pelo socialista Jorge Coelho, aprovou por maioria a presença dos responsáveis das duas entidades, que serão ouvidas terça-feira, disse hoje à agência Lusa fonte do Bloco.

No requerimento, a deputada Alda Macedo afirmava que o BE tinha sido alertado para "ilegalidades consentidas na zona do Cabo Raso (concelho de Cascais) e para a polémica em torno do Parque de Campismo da Praia Grande", no concelho de Sintra.

Também o partido ecologista "Os Verdes" tinha pedido na mesma altura a presença da direcção do parque na sétima comissão parlamentar para esclarecimentos sobre a possível construção de um condomínio privado nos terrenos do Parque de Campismo da Praia Grande.

O parque de campismo foi encerrado em Setembro último por falta de condições sanitárias.

A comissão de utentes do parque de campismo receia que o espaço dê lugar a um empreendimento imobiliário, o que, frisa, contraria o regulamento do Parque Natural Sintra-Cascais, o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e o Plano Director Municipal (PDM), que classifica o terreno de Reserva Ecológica Nacional (REN).

Fonte oficial do Instituto de Conservação da Natureza, que tutela o PNSC, garantiu na ocasião que o Plano de Ordenamento daquela área protegida estipula a zona do parque de campismo como "espaço turístico de ambiente rural", o que significa que naquele local não poderá ser instalada qualquer estrutura que não seja "um parque de campismo de quatro estrelas".

Fonte do município de Sintra afirmou igualmente a "total impossibilidade de se construir no local" por o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) definir que a zona apenas pode ser usada como parque de campismo.

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