Galp "cativada" para o petróleo do Mar de Timor, Ramos Horta

Timor-Leste pediu a assessoria técnica da Gulbenkian para as negociações de petróleo com a Austrália e convidou a Galp Energia e a Gulbenkian a participar nos estudos sobre as reservas de petróleo no Mar de Timor, disse hoje o chefe da diplomacia timorense.

Agência LUSA /

"Pedimos a assessoria técnica da Gulbenkian para as negociações e tentámos cativar o interesse da Galp, da Petrogal e da Gulbenkian para as reservas de petróleo de Timor-Leste", assinalou, em Lisboa, José Ramos Horta, ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo português, Freitas do Amaral.

"As negociações com a Austrália (sobre a exploração do petróleo no Mar de Timor) dizem respeito a apenas uma das áreas, denominada Greater Sunrise, e nenhuma outra. Há outras áreas com mais potencial" para serem exploradas, afirmou Ramos Horta.

Díli pediu igualmente à Gulbenkian um estudo científico comparativo sobre a construção de um oleoduto para Darwin ou para Timor-Leste que transporte o petróleo extraído até terra.

"O acordo com o governo australiano está praticamente definido, faltando apenas uma semana, o problema agora é com a empresa Woodside Petroleum", adianta o chefe da diplomacia timorense.

"A Woodside insiste na construção do +pipeline+ para Darwin (Austrália), mas Timor-Leste está a um terço do caminho. Esta é a nossa próxima batalha".

O governo de Díli está a pensar nas perspectivas de desenvolvimento que a construção de um oleoduto e das restantes infra- estruturas poderá trazer para Timor-Leste. O executivo timorense fala da criação de mais de dez mil postos de trabalho.

A empresa australiana está a pensar na falta de mão-de-obra qualificada em Timor-Leste, referindo que, mesmo se o oleoduto não for construído em direcção a Darwin, a mão-de-obra terá de ser australiana, porque os timorenses não têm especialistas para fazer o trabalho.


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