Gestão partilhada da Mata do Choupal em Coimbra

A gestão partilhada da Mata do Choupal é o principal objectivo de um protocolo que a Câmara Municipal de Coimbra e o Instituto da Conservação da Natureza (ICN) assinam hoje à tarde.

Agência LUSA /

O ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, preside à cerimónia, que decorre nas instalações do instituto, no Choupal, um espaço verde imortalizado por poetas e alguns dos mais destacados nomes da música de Coimbra, como José Afonso.

O protocolo é assinado pelo presidente da Câmara, Carlos Encarnação, e pelo presidente do ICN, João Menezes.

Através do acordo, a que a Agência Lusa teve acesso, a autarquia e o ICN definem as regras para a elaboração conjunta dos planos de gestão florestal e de orientação da utilização pública da mata, na margem direita do rio Mondego, com uma extensão de 79 hectares, nove dos quais em área aquática.

Ao abrigo do protocolo, o ICN compromete-se a "promover a reabilitação e a revitalização imediata e elementar" da Mata Nacional do Choupal, constituindo ainda uma comissão de acompanhamento para o processo de elaboração da proposta dos planos de gestão florestal e de orientação da utilização pública, a qual deverá integrar um representante da autarquia.

Aqueles instrumentos definirão "condicionantes, acções de intervenção florestal, vocações e utilizações dominantes dos espaços terrestres e aquáticos", bem como a localização de diferentes infra- estruturas.

A Mata do Choupal, com 3,5 quilómetros de comprimento, é o resultado de uma importante plantação de choupos, realizada em 1791 para fixar os terrenos marginais de um novo leito do rio Mondego, no âmbito de obras orientadas pelo padre Estêvão Cabral, que veio a dar nome a uma rua da cidade.

Fixar as margens do rio foi a primeira função da Mata, à qual está aliada desde o início a de "repartidora das cheias", dispersando- se a água através de canais que a "cortam" na transversal.

Nestes dois séculos, o arvoredo foi crescendo e a Mata do Choupal tornou-se uma "referência da cidade" como espaço de recreio, lazer e desporto, mas uma quarta função, no domínio da educação e sensibilização ambiental, surgiu após 1989, com a passagem da sua gestão para o ICN.

Também esta tarde, a Câmara de Coimbra inaugura o Centro de Compostagem de Resíduos Verdes, no Horto Municipal, a primeira unidades do género a funcionar no concelho.

No centro, a matéria orgânica, como os resíduos das podas das árvores dos espaços públicos da cidade, mas também privados, é triturada por uma máquina e transformada aerobicamente em fertilizante que pode ser utilizado pela Divisão de Espaços Verdes da autarquia, disse à Agência Lusa a vereadora do Ambiente, Teresa Violante.

A autarca realçou as vantagens ecológicas deste método de transformação de resíduos verdes, que deixarão de agravar o problema da escassez de espaço no aterro multimunicipal de Taveiro, permitindo à autarquia poupar no pagamento das taxas.

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