GNR levanta auto de contra-ordenação sobre "abate ilegal" de sobreiros em Portalegre - Quercus

Portalegre, 29 Nov (Lusa) - O Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR levantou um auto de contra-ordenação aos proprietários de um terreno, em Portalegre, onde foram abatidos "ilegalmente" sobreiros, disse hoje à agência Lusa um dirigente da Quercus.

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"O SEPNA da GNR já tomou conta da ocorrência e, neste momento, já existe um processo de contra-ordenação", declarou Nuno Sequeira, responsável do núcleo de Portalegre da associação ambientalista Quercus.

O dirigente ecologista confirmou, no entanto, que a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) autorizou o abate de "algumas árvores", mas que a triagem feita para o abate "não foi a mais correcta".

A associação ambientalista considerou que houve "desonestidade" no procedimento, uma vez que a maioria dos sobreiros que foram cortados e arrancados encontrava-se "em bom estado vegetativo".

"Vamos continuar a protestar", assegurou o responsável à Lusa.

Segundo a Quercus, o objectivo da destruição das 70 árvores estará, aparentemente, relacionado com a desmatação daquele terreno para dar início a uma obra de loteamento, sobre a qual "não existe aviso de licenciamento da autarquia de Portalegre".

Fonte do município de Portalegre, entidade que alienou aquele espaço a uma empresa de construção civil, negou que exista alguma "ilegalidade" no processo.

"O loteamento foi aprovado pela autarquia, depois de licenciado o abate dos sobreiros pela Direcção-Geral das Florestas", justificou a fonte.

A Quercus acusou também os autores do abate de sobreiros de "ocultar a acção ilegal realizada, dado que tentaram esconder os cepos, tapando-os com terra".

Nuno Sequeira garantiu ainda que "este crime ambiental" vai merecer "particular atenção" da associação ambientalista.

De acordo com o mesmo dirigente ecologista, a Quercus vai exigir responsabilidades e "tudo fará para que a obra não se realize", enquanto aquelas "não forem apuradas".

A agência Lusa contactou hoje o SEPNA da GNR e a DGRF para obter mais esclarecimentos sobre este caso, mas ambas as entidades optaram por não se prenunciar sobre a matéria.

HYT.

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