GNR nega responsabilidades da BT em morte de doente
A GNR considerou que os elementos da Brigada de Trânsito que mandaram parar uma ambulância, entre Arcos de Valdevez e o hospital de Ponte de Lima, "não foram responsáveis" pelo falecimento do doente que transportava.
Fonte da GNR disse à agência Lusa que "a GNR abriu um processo de averiguações aos elementos da BT envolvidos na paragem da ambulância, tendo concluído que estes não tiveram qualquer responsabilidade" na morte de um indivíduo de 45 anos.
"Ficou concluído no processo de averiguações que o comportamento dos militares da guarda foi correcto e que, logo que se aperceberam que a ambulância transportava um doente para o hospital mandaram seguir", disse a mesma fonte à agência Lusa, adiantando que a paragem "demorou apenas três a quatro minutos".
Um homem de 45 anos morreu a 13 de Setembro no hospital de Ponte de Lima, depois de ser transferido do Centro de Saúde de Arcos de Valdevez - referenciado com suspeita de enfarte - numa ambulância de uma empresa privada.
Esta esteve durante algum tempo retida no IC-28, depois de a Brigada de Trânsito (BT) da GNR a ter mandado parar por alegadamente circular, irregularmente, com as luzes de emergência ligadas.
A família da vítima queixou-se que a BT reteve a ambulância cerca de 20 minutos, entre dois testes de alcoolémia ao condutor e outras formalidades de trânsito.
A ambulância saiu do Centro de Saúde de Arcos de Valdevez, às 16:00, e deu entrada no hospital de Ponte de Lima às 16:50.
O óbito do doente que transportava foi "administrativamente" registado às 18:28.