GNR tem quatro locais em vista para se instalar em Díli

A GNR deverá instalar o seu comando no chamado `PortBatt`, no bairro de Caicoli, no espaço que acolheu os "capacetes azuis" portugueses durante a missão de assistência da ONU (UNMISET), adianta uma fonte militar à agência Lusa.

Agência LUSA /

O espaço, que é conhecido pelo acrónimo em inglês `PortBatt` (Portuguese Battalion), necessita contudo de alguns melhoramentos, sobretudo porque tem sido um dos locais onde os timorenses se têm refugiado para escapar à onda de violência que nos últimos dias se intensificou na cidade.

A escolha do local está a ser feita pela equipa de três oficiais que chegou domingo à capital timorense, composta pelo tenente- coronel Rodrigues, major Paulo Soares e capitão Carvalho.

Tanto o tenente-coronel Rodrigues como o capitão Carvalho já estiveram anteriormente em Timor-Leste, integrando a missão da GNR que assegurou a ordem pública no tempo da Administração Transitória do Território pela ONU (UNTAET).

Em declarações à Lusa, o tenente-coronel Rodrigues considera que a "situação de insegurança em Díli persistirá enquanto as pessoas não sentirem que há autoridade".

A GNR terá um comando autónomo e a sua missão inclui, além da manutenção da ordem pública, o envolvimento em acções de formação à Polícia Nacional de Timor-Leste.

Díli tem sido palco desde a semana passada da actuação descontrolada de grupo de civis com armas de fogo e armamento tradicional, que aproveitam a quase total ausência das forças de segurança para levar a alguns bairros da capital o caos e a insegurança, de que resultaram já vítimas mortais e destruição de propriedade privada.

O ministro de Estado e da Administração Interna de Portugal, António Costa, anunciou esta segunda-feira no Porto que os 120 elementos da GNR que vão para Timor-Leste já estão "em estado de prontidão" e partirão ainda esta semana, se houver transporte aéreo disponível.

"Neste momento posso assegurar que temos já em estado de prontidão os 120 elementos da companhia e, uma vez resolvidos os problemas de transporte aéreo, vamos poder enviá-los para aquele território numa só projecção ao longo desta semana", afirmou.

Originalmente, chegou a ser aventada a hipótese de esta semana chegarem a Díli os primeiros 40 efectivos, com os restantes a chegarem a Timor-Leste até 23 de Junho.

O regresso da GNR a Timor-Leste resultou do reconhecimento, pelas autoridades timorenses, da necessidade de garantir a presença de uma força policial adequada à urgência de manutenção da estabilidade até às eleições de 2007.

Além de Portugal, que envia a GNR, as autoridades timorenses solicitaram o envio de meios militares e policiais a mais três países:Austrália, Nova Zelândia e Malásia.


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