Governo admite medidas para responder à elevada morte de gado no Alentejo
Lisboa, 12 Fev (Lusa) - O ministro da Agricultura admitiu hoje a adopção de medidas para responder à elevada taxa de mortalidade de gado no Alentejo, mas adiantou que o Governo ainda averigua eventuais situações de incumprimento do bem-estar animal.
As palavras de Jaime Silva foram proferidas no final do Conselho de Ministros, depois de interrogado sobre o elevado número de vacas doentes que têm morrido no Norte do Alentejo.
"Há taxas de mortalidade que em algumas explorações ultrapassam os 10 por cento. Essa situação está a ser analisada desde quarta-feira pelos serviços de veterinária", começou por responder o titular da pasta da Agricultura.
Segundo Jaime Silva, perante esta elevada mortalidade, o Governo "mandou analisar as causa e os serviços de veterinária deram uma primeira pista: a doença da leptospira".
"Há uma mortalidade muito acentuada em algumas explorações, mas o Governo terá de verificar se as condições de bem-estar animal estão a ser preenchidas. Temos de ver se não há mais razões que possam estar na origem do problema. Só depois poderemos tomar uma decisão", frisou o membro do Governo.
Na conferência de imprensa, Jaime Silva referiu também que "há uma vacina para a doença da leptospira, que é muito utilizada pelos produtores nacionais que têm os seus animais em zonas de chuva e de muita água no solo".
"Mas esse não é o caso da zona Norte do Alentejo, que é uma região de sequeiro", reconheceu.
No entanto, o ministro da Agricultura não excluiu a possibilidade de "haver uma tomada de decisão de apoio em função do apuramento das causas das mortes".
"É evidente que uma taxa de mortalidade sempre que ultrapassa os dois ou três por cento é considerada excessiva. Uma taxa de 15 por cento por exploração obriga-nos a fazer uma análise mais detalhada das razões de fundo dessa mortalidade", acrescentou
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