País
Governo espanhol anuncia intenção de firmar acordo com Portugal
O ministro do Interior espanhol anunciou que Espanha espera firmar um acordo com Portugal em Setembro para criar uma equipa mista de investigação para apurar a eventual existência de uma infra-estrutura da ETA em território português.
Em declarações à emissora Rádio Nacional de Espanha (RNE), Alfredo Rubalcaba disse que a criação desta equipa, composta por polícias e magistrados dos dois países, reforçará a luta anti-terrorista numa altura em que as autoridades avaliam a possibilidade da ETA ter uma pequena infra-estrutura a sul de Portugal.
O ministro adiantou que o acordo poderá ser firmado a 13 e 14 de Setembro, coincidindo com um Conselho de Ministros que se celebrará em Portugal para tratar de temas sobre a imigração.
Na sexta-feira, o grupo separatista basco fez explodir um carro perto de um quartel da Guardia Civil na cidade basca de Durango, ferindo dois agentes.
As suspeitas da operacionalidade da ETA em território português ganharam força depois da utilização de um carro com matrícula portuguesa.
O ministro do interior espanhol adiantou que há alguns meses a Guardia Civil interceptou um carro em Huelva (Sul de Espanha) que transportava uma enorme quantidade de explosivos e que as autoridades acreditam pertencer a um comando preparado para realizar um atentado na Andaluzia.
Segundo Rubalcaba, "existe a possibilidade de a ETA ter uma pequena infra-estrutura no sul de Portugal, provavelmente no Algarve", uma informação que não coincide com os dados da Polícia Judiciária portuguesa, cujo director nacional afirmou sexta-feira não haver indícios que apontem para a existência de uma célula da ETA montada em Portugal.
Após o atentado, adiantou o ministro, foram feitos contactos telefónicos com o seu homólogo português, Rui Pereira, nos quais foi abordada a possibilidade de firmar um acordo para a criação de uma equipa de investigação conjunta que será "algo mais do que a colaboração policial já existente".
Esta equipa, frisou, incluirá polícias dos dois países assim como de magistrados e tem como objectivo "acabar com qualquer dúvida" sobre a possibilidade da ETA ter uma infra-estrutura em Portugal.
O ministro disse ainda que segunda-feira viajará para Portugal uma equipa da Guardia Civil para se reunir com responsáveis da Polícia Judiciária portuguesa, trocando dados da investigação de forma a apurar se a ETA tem de facto uma infra-estrutura em território português.
Na sexta-feira, o director nacional da Polícia Judiciária portuguesa disse que "não há indícios que apontem para a existência de uma infra-estrutura sólida da ETA montada em Portugal", embora reconheça que a organização tem "alguma capacidade de movimentação" no país.
"Não há indícios absolutamente nenhuns de que exista uma célula em Portugal, mas é evidente que isto demonstra alguma capacidade de movimentação dessas pessoas em Portugal. Isso não podemos negar", disse hoje, em conferência de imprensa, o director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro.
O director nacional da PJ afirmou que um dos carros usados num atentado do grupo terrorista no País Basco, Espanha, "pertencia a um rent a car em Portugal e foi alugado por via telefónica na Quarteira e entregue no Porto a um cidadão espanhol".
O director da PJ explicou que a matrícula portuguesa da viatura não era falsa.
"O carro foi alugado em Maio e não voltou a ser entregue ao rent a car", disse Alípio Ribeiro, que também esclareceu que o cidadão espanhol que alugou o carro em Portugal usou uma identidade falsa para esse efeito.
Alípio Ribeiro garantiu que a cooperação com as autoridades espanholas "tem sido óptima e vai continuar a manter-se dessa forma", explicando que assim que a PJ teve conhecimento dos factos pelas autoridades espanholas "iniciaram-se imediatamente a diligências em Portugal".
O responsável considerou a situação "grave", garantindo, no entanto, que a PJ se encontra "obviamente preparada" para estas situações e lembrando ainda que as investigações relativamente à ETA, em Portugal, "existem há muito tempo".
O ministro adiantou que o acordo poderá ser firmado a 13 e 14 de Setembro, coincidindo com um Conselho de Ministros que se celebrará em Portugal para tratar de temas sobre a imigração.
Na sexta-feira, o grupo separatista basco fez explodir um carro perto de um quartel da Guardia Civil na cidade basca de Durango, ferindo dois agentes.
As suspeitas da operacionalidade da ETA em território português ganharam força depois da utilização de um carro com matrícula portuguesa.
O ministro do interior espanhol adiantou que há alguns meses a Guardia Civil interceptou um carro em Huelva (Sul de Espanha) que transportava uma enorme quantidade de explosivos e que as autoridades acreditam pertencer a um comando preparado para realizar um atentado na Andaluzia.
Segundo Rubalcaba, "existe a possibilidade de a ETA ter uma pequena infra-estrutura no sul de Portugal, provavelmente no Algarve", uma informação que não coincide com os dados da Polícia Judiciária portuguesa, cujo director nacional afirmou sexta-feira não haver indícios que apontem para a existência de uma célula da ETA montada em Portugal.
Após o atentado, adiantou o ministro, foram feitos contactos telefónicos com o seu homólogo português, Rui Pereira, nos quais foi abordada a possibilidade de firmar um acordo para a criação de uma equipa de investigação conjunta que será "algo mais do que a colaboração policial já existente".
Esta equipa, frisou, incluirá polícias dos dois países assim como de magistrados e tem como objectivo "acabar com qualquer dúvida" sobre a possibilidade da ETA ter uma infra-estrutura em Portugal.
O ministro disse ainda que segunda-feira viajará para Portugal uma equipa da Guardia Civil para se reunir com responsáveis da Polícia Judiciária portuguesa, trocando dados da investigação de forma a apurar se a ETA tem de facto uma infra-estrutura em território português.
Na sexta-feira, o director nacional da Polícia Judiciária portuguesa disse que "não há indícios que apontem para a existência de uma infra-estrutura sólida da ETA montada em Portugal", embora reconheça que a organização tem "alguma capacidade de movimentação" no país.
"Não há indícios absolutamente nenhuns de que exista uma célula em Portugal, mas é evidente que isto demonstra alguma capacidade de movimentação dessas pessoas em Portugal. Isso não podemos negar", disse hoje, em conferência de imprensa, o director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro.
O director nacional da PJ afirmou que um dos carros usados num atentado do grupo terrorista no País Basco, Espanha, "pertencia a um rent a car em Portugal e foi alugado por via telefónica na Quarteira e entregue no Porto a um cidadão espanhol".
O director da PJ explicou que a matrícula portuguesa da viatura não era falsa.
"O carro foi alugado em Maio e não voltou a ser entregue ao rent a car", disse Alípio Ribeiro, que também esclareceu que o cidadão espanhol que alugou o carro em Portugal usou uma identidade falsa para esse efeito.
Alípio Ribeiro garantiu que a cooperação com as autoridades espanholas "tem sido óptima e vai continuar a manter-se dessa forma", explicando que assim que a PJ teve conhecimento dos factos pelas autoridades espanholas "iniciaram-se imediatamente a diligências em Portugal".
O responsável considerou a situação "grave", garantindo, no entanto, que a PJ se encontra "obviamente preparada" para estas situações e lembrando ainda que as investigações relativamente à ETA, em Portugal, "existem há muito tempo".