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"Governo insensível" à habitação. Ventura defende atuação policial nas manifestações do Porto
André Ventura considera que o tema da habitação devia preocupar o "Governo insensível", mas defende a polícia na carga policial no Porto.
O presidente do Chega está em Bruxelas para uma reunião do grupo Patriotas, família europeia da qual faz parte.
O Parlamento aprovou esta semana uma lei que obriga o Tribunal de Contas (TdC) a ilibar o ministro da Administração Interna das infrações financeiras que lhe foram imputadas quando era diretor da Polícia Judiciária.
Esta lei, segundo André Ventura, "vai permitir que os novos contratos abaixo dos 8 milhões de euros passem sem qualquer controlo do Tribunal de Contas" e que Luís Neves, "que é ministro interessado neste Governo seja amnistiado ou que beneficie da retroatividade desta lei".
"Isto é mais do que suficiente para que nós, pelo menos, ponderemos em não aprovar esta lei", afirmou o líder do Chega.
Ventura quis ainda "apelar ao presidente da República que, mesmo a lei venha a ser aprovada na Assembleia da República, não promulgue esta legislação", por ser uma "afronta direta à separação de poderes".
O presidente do Chega apontou ainda culpas ao Partido Socialista, por aprovar esta lei com o PSD.
“Ficou claro que a nova legislação, se for aprovada pelo Partido Socialista e pelo PSD, vai levar a que [o ministro da Administração Interna] Luís Neves seja absolvido, seja amnistiado na prática de todas as infrações financeiras” de que Ventura considera o ministro suspeito.
Quanto à demissão do secretário-geral da Administração Interna, Ventura confirmou que o partido quer ouvir Ricardo Carrilho numa Comissão de Inquérito.
Habitação devia ser preocupação
Sobre o tema da ordem do dia, o Chega considera que o Governo "está a falhar em toda a linha em matéria de Habitação".
"Estamos na especialidade a tentar convencer o Governo a não avançar com leis que prejudiquem ainda mais o contexto da habitação em Portugal", afirmou Ventura.
E quanto às manifestações no Porto, André Ventura acredita que o Governo "tem de ser sensível" ao problema na Habitação que o país enfrenta.
"Se eu fosse primeiro-ministro, era um dos temas que mais preocupação me daria".
Mas, na ótica do líder do Chega, Luís Montenegro não compreende os problemas das pessoas.
"É um Governo insensível e é um primeiro-ministro pouco empático".
No entanto, isso não significa que "tenhamos de tolerar acampamentos" e manifestações "fora da lei".
"Portanto, acho que a polícia esteve bem ao fazer o que tem de fazer. A via pública é pública. Não é de ninguém, nem é ocupada por ninguém".