Gratidão, solidariedade e esperança. A mensagem de Natal de António Costa

O primeiro-ministro deixou aos portugueses uma mensagem de Natal com palavras de gratidão a todos os que ajudaram a minorar os efeitos da pandemia de Covid-19, de solidariedade para quem mais sofreu com o seu impacto e de esperança na recuperação do país. António Costa espera que 2021 seja um ano "promissor".

RTP /
António Costa não esquece quem mais sofreu as "graves consequências económicas e sociais desta pandemia". Lusa

“Estamos a viver o maior desafio das nossas vidas. 2020 tem sido um ano de combate, dor e resistência”. Assim começou a mensagem de Natal do primeiro-ministro aos portugueses, a quem quis deixar uma mensagem de “gratidão, de solidariedade e de esperança”.
Sublinhando que a Covid-19 veio transformar “por completo as nossas vidas”, o chefe do Governo reconheceu a “capacidade de adaptação e sacrifício” dos cidadãos, sem os quais não teria sido possível qualquer sucesso na contenção do novo coronavírus.
“E por isso é tão importante que, até à extinção da pandemia, todos continuemos a cumprir as regras e a adotar os comportamentos que, como sabemos, são decisivos para salvar vidas”, apelou António Costa.

O primeiro-ministro agradeceu em particular aos prestadores de assistência, como funcionários de lares ou militares das Forças Armadas, assim como à comunidade científica e aos professores, “que nunca abandonaram os seus alunos”, mesmo quando as escolas encerraram.

Mas o maior agradecimento de António Costa vai para os profissionais da Saúde, “que dia e noite dão o seu melhor para tratar quem está doente, tantas vezes com sacrifício de folgas, tempo de descanso e contacto com a sua própria família”.

O chefe do Governo português quis ainda deixar uma palavra de solidariedade a todas as famílias que perderam entes queridos devido à Covid-19. A quem tem neste momento familiares doentes, António Costa deseja uma rápida recuperação.

“E um abraço fraterno e caloroso a todas as famílias, porque nenhuma se pôde juntar como habitualmente, e na casa de todos nós este Natal teve de ser celebrado de forma diferente”.

O líder não esquece também quem mais sofreu as “graves consequências económicas e sociais desta pandemia”. “Tenho bem consciência da dureza de muitas das medidas que tivemos de tomar ao longo deste ano, limitando liberdades, proibindo atividades ou adiando projetos de vida, para defender a saúde pública, conter a transmissão do vírus, garantir capacidade de resposta dos serviços de saúde, salvar vidas”, declarou.

Destacando a “consciência do impacto profundo destas medidas na vida de todos nós”, o primeiro-ministro explica que “o Governo tem procurado responder da melhor forma, com equilíbrio e bom senso”, a esta crise pandémica.

Certamente não fizemos tudo bem e cometemos erros, porque só não erra quem não faz. Mas não regateámos, nem regatearemos esforços, com os nossos recursos e junto da União Europeia, para combater a pandemia e aliviar o sofrimento dos portugueses”, garantiu.

A última mensagem de António Costa foi de “esperança”. “Aproxima-se um ano novo. Depois de amanhã tem início o processo de vacinação contra a Covid-19, que mesmo sendo um processo faseado e prolongado no tempo, nos dá renovada confiança que, graças à ciência, é mesmo possível debelar esta pandemia”, frisou.

Para superar iniciar uma recuperação sustentada, Portugal pode contar, durante o próximo ano, “com a solidariedade reforçada da União Europeia”, afiançou o primeiro-ministro, acrescentando que foi definida “uma visão estratégica para o futuro de Portugal e dispomos agora dos meios para a concretizar”.

“É pois com gratidão, solidariedade e esperança que desejo, a todos vós, um feliz Natal e um promissor ano de 2021. Posso assegurar-vos que, neste tempo tão duro e exigente, é para mim uma enorme honra poder aqui estar ao vosso serviço. Ao serviço de Portugal”, concluiu o PM na sua mensagem de Natal.
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