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Protesto gera filas. Mediadores culturais da AIMA em greve por integração nos quadros

Protesto gera filas. Mediadores culturais da AIMA em greve por integração nos quadros

Os profissionais, que vão estar concentrados na sede do Governo, em Lisboa, acusam a tutela de recorrer ao trabalho de precários como se estes fossem permanentes. Ao início da manhã, os efeitos da paralisação eram já visíveis.

Carlos Santos Neves - RTP /
Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1

Os mediadores culturais da Agência para a Integração, Migrações e Asilo cumprem esta segunda-feira uma greve e realizam uma concentração de protesto diante da sede do Governo. Reivindicam a integração nos quadros da AIMA.

Pouco antes das 9h00, eram já sentidos os efeitos da greve de mediadores socioculturais, com o balcão da AIMA nos Anjos, em Lisboa, a funcionar a meio gás.Os funcionários explicaram que apenas estavam a realizar alguns serviços de atendimento agendado. Os balcões para pedidos de informação não estão a funcionar.


A rádio RTP Antena 1 testemunhou no local uma fila de quase 200 metros, percorrendo a Rua Álvaro Coutinho, dobrando a esquina e continuando na Avenida Almirante Reis.
"Sem mediadores, a AIMA não funciona"

Em declarações à agência Lusa, Artur Sequeira, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, estrutura que convocou a paralisação, afirma que há "200 mediadores culturais que desempenham funções permanentes, mas não são tratados como tal".A manifestação dos mediadores culturais, que acusam o Estado de violar a legislação laboral, está agendada para as 15h00.

"Os mediadores culturais que vêm do antigo ACM (Alto Comissariado para as Migrações) e que pertencem à Agência para as Migrações são contratados por organizações parceiras e depois trabalham para o Estado como colaboradores, mas ficam a trabalhar a tempo inteiro", detalhou o dirigente sindical.

"Sem mediadores culturais, que são quase metade do quadro de pessoal, a AIMA não funciona. Desempenham funções permanentes de contacto com utentes, resolução de problemas e prestam serviços essenciais de técnicos superiores e intermédios", completou Artur Sequeira.

Os trabalhadores exigem ver "funções reconhecidas" e "salários equiparados". Algo que "não têm, porque são pagos por associações, através de protocolos completamente irregulares com a AIMA", de acordo com Artur Sequeira.

Os mediadores "não têm um salário definido, nem recebem horas extraordinárias". Por outro lado, têm "acesso a bases de dados sensíveis" e "não são funcionários do Estado", o que acaba por "criar uma situação de ambiguidade".

c/ Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1

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