Greve dos médicos afecta S. José, Capuchos e Desterro
A adesão à greve dos médicos do Centro Hospitalar de Lisboa (hospitais de S. José, Capuchos e Desterro) atingiu hoje 17,5 por cento, segundo a administração, mas o sindicato aponta valores entre os 30 e os 80 por cento.
De acordo com o Sindicato dos Médicos do Sul, a greve de cinco dias, que começou segunda-feira, teve hoje uma adesão de 80 por cento em São José e 30 por cento nos Capuchos e Desterro.
Os médicos protestam contra a falta do pagamento por igual das horas extraordinárias prestadas em urgência.
O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa, Guimarães Rocha, disse à Agência Lusa que dos 528 médicos dos três hospitais, cerca de 90 fizeram hoje greve, o que corresponde a 17,5 por cento.
Guimarães Rocha acrescentou que as ausências reflectiram-se especialmente nos serviços de Neurocirurgia, Ortopedia, Neurologia e Cirurgia Plástica, mas assegurou que as urgências de qualquer destas especialidades funcionaram normalmente. Apenas os serviços programados foram afectados.
Por seu lado, Pilar Vicente, do Sindicato dos Médicos do Sul, afirmou à Agência Lusa que os números de adesão foram maiores no hospital de São José, com 80 por cento de médicos em greve, enquanto nos Capuchos e Desterro a adesão terá ficado pelos 30 por cento, e apenas nalguns serviços.
Os sindicatos afirmam que a maioria dos médicos que trabalha 35 horas por semana continua sem receber horas extra em urgência pela tabela máxima do regime de trabalho dos clínicos.
Por seu lado, a administração alega que segue a orientação de um despacho de Correia de Campos quando era ministro da Saúde de António Guterres e que determina que o pagamento das horas extra em urgência só é igual para todos os clínicos quando estejam cumpridos determinados requisitos.
A greve dos médicos no centro Hospitalar de Lisboa termina no próximo dia 20.