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Greve na Função Pública afeta escolas, serviços de saúde e administrativos

Greve na Função Pública afeta escolas, serviços de saúde e administrativos

Esta segunda-feira há greve na Função Pública. Os trabalhadores cumprem uma paralisação de 24 horas, afetando escolas, serviços de saúde e administrativos.

Inês Moreira Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Filipa Venâncio - RTP

Os trabalhadores da Administração Pública exigem a contratação de mais pessoas, mudanças no modelo de avaliação e aumento do subsídio de refeição.

A greve termina à meia-noite e foi convocada pelo Sindicato dos Serviços e Entidades com Fins Públicos, abrangendo a administração central, regional e local.

Entre as principais reivindicações deste sindicato está "a instituição em concreto do Cartão Refeição na Administração Pública através de negociação em Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP), para o valor diário de 10,20 euros, livre de imposto".

Em Faro, pelas 8h00, havia escolas que ainda não sabiam se iam abrir hoje. Pais e alunos juntaram-se à porta enquanto aguardam para saber se há aulas.
No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a adesão nos serviços de saúde, durante o período noturno, terá rondado os 80 por cento.

Segundo o sindicato, os serviços mais afetados neste hospital são os blocos operatórios de cirurgia programada e as consultas externas, assim como os laboratórios de colheita de sangue.

Quanto à educação, o responsável sindical, Diogo Mendes, também indicou haver várias escolas encerradas em todo o país.
Em Coimbra, a escola EB 2/3 Dª Maria Alice Gouveia está encerrada por não ter "as condições necessárias". As atividades letivas foram suspensas, mas havia já um pré-aviso de que a greve podia afetar as aulas.

Já na escola básica e secundária da Quinta das Flores está a funcionar.
O sindicato defende ainda uma revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), "para que permita manter os pontos obtidos em contratos a termo e na mudança de carreira ou categoria", um subsídio de risco para a carreira de Técnico Auxiliar de Saúde, bem como a revisão do Acordo Coletivo aplicável às entidades públicas empresariais, e a contratação de pessoal.

A greve de hoje dos trabalhadores da administração pública estava às 09h00 a registar uma adesão de cerca de 60 por cento na educação e saúde no continente e regiões autónomas.

"A adesão à greve é de 60 por cento. A esta hora [09h00] está afetar sobretudo a saúde e a educação, com muitas escolas e alguns centros de saúde fechados e consultas adiadas por todo o país, incluindo as ilhas", disse à Lusa o presidente Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS).

De acordo com Mário Rui, na Unidades Locais de Saúde (ULS) estão a ser cumpridos os serviços mínimos bem como os tratamentos de Quimioterapia, Imunoterapia, Hemodiálise e serviços de Dádiva de Sangue".

Mário Rui disse que ainda estão a receber dados sobre os vários setores e remeteu para mais tarde dados mais concretos sobre a greve.

Numa nota divulgada no site, o STTS garante que os serviços mínimos decretados serão assegurados e salienta que serão "assegurados os tratamentos de Quimioterapia, Imunoterapia, Hemodiálise e serviços de Dádiva de Sangue".

C/Lusa
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