Greves na Soflusa e Transtejo pararam travessias fluviais

As ligações fluviais entre Lisboa e a margem Sul do Tejo pararam hoje à tarde, pelo segundo dia consecutivo, devido às greves dos trabalhadores das transportadoras Soflusa e Transtejo, que reivindicam aumentos salariais.

Agência LUSA /

De acordo com as empresas e sindicato do sector, as greves parciais de duas horas por turno provocaram perturbações e mesmo interrupções em cinco travessias: Barreiro-Terreiro do Paço, Seixal- Terreiro do Paço, Montijo-Terreiro do Paço, Cacilhas-Cais do Sodré e Porto Brandão/Trafaria-Belém.

Em declarações à Agência Lusa, Teresa Gato, directora comercial do grupo Transtejo, que agrega a Soflusa, disse que todas as ligações foram restabelecidas na normalidade a partir das 20:00.

A responsável acrescentou que o transporte rodoviário alternativo disponibilizado aos passageiros funcionou "eficazmente, tendo a oferta sido superior à procura".

à semelhança de segunda e terça-feira, as ligações da Soflusa entre Barreiro e Terreiro do Paço foram asseguradas entre as 18:00 e as 20:00 apenas por um barco conduzido por um mestre desvinculado do sindicato que convocou a paralisação, segundo a empresa e o Sindicato dos Transporte Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante.

Durante a manhã, a circulação entre as duas margens esteve suspensa entre as 05:00 e as 08:00.

Na Transtejo, a greve parou as ligações Seixal-Terreiro do Paço, Montijo-Terreiro do Paço e Porto Brandão/Trafaria-Belém cerca das 18:00, adiantaram as mesmas fontes.

Tal como no primeiro dia de greve, terça-feira, apenas um barco com capacidade para 1.000 passageiros efectuou a partir de cerca das 18:00 a travessia Cacilhas-Cais do Sodré, dado que a tripulação cumpriu o seu período diário de paralisação de manhã.

De manhã, a greve parou todas as travessias entre as duas margens entre as 06:00 e as 08:30.

A paralisação de seis dias dos mestres das embarcações da Soflusa, que hoje terminou, pretendia exigir aumentos salariais na ordem dos 60 a 80 euros.

Os mestres da Soflusa ameaçam fazer greve às horas extraordinárias no próximo dia 13, caso a empresa não ceda às suas reivindicações.

A greve da Transtejo, que abrange todos os trabalhadores, cumpriu hoje o seu segundo dia e acaba na quinta-feira.

Os funcionários da empresa reclamam salários, prémios e subsídios iguais aos dos trabalhadores da Soflusa.

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