Grupo de cidadãos cria Movimento de Utentes em Coimbra
Um grupo de cidadãos criou hoje em Coimbra o Movimento de Utentes da Saúde (MUS), uma estrutura que servirá para defender o direito de universalidade e equidade de acesso à prestação de cuidados de saúde gerais.
Integrando já cerca de quatro dezenas de associados, o MUS foi formalmente constituído hoje, através de escritura pública, e terá sede provisória no Ateneu de Coimbra.
A associação de carácter privado sem fins lucrativos funcionará como um movimento de opinião e de denúncia pública num momento em que "paira uma ameaça sobre o Serviço Nacional de Saúde", afirmou hoje Santos Cardoso, administrador hospitalar ligado à génese do MUS.
"Quando actuais responsáveis governamentais e grupos económico- financeiros defendem a aplicação universal do princípio do utilizador/pagador, ou defendem que quem utiliza a generalidade de bens e serviços deve pagá-los pela conversão financeira em termos de mercado, é fundamentada a ameaça de que pretendem abranger a prestação de cuidados de saúde", escreve num texto sobre o movimento.
Informar sobre o funcionamento dos serviços de saúde e os direitos e deveres dos utentes e representá-los, individual ou colectivamente, são algumas das metas que o MUS se propõe cumprir.
De acordo com Santos Cardoso, da Comissão de Saúde da Direcção da Organização Regional de Coimbra do PCP, está prevista a criação de núcleos em zonas como a Figueira da Foz, Condeixa-a-Nova ou Lousã.
Com associados de diversos quadrantes políticos e oriundos de várias áreas profissionais, entre elas a saúde, este movimento social tem a sua primeira assembleia geral marcada para a noite da próxima sexta-feira, para eleição dos corpos sociais.