Grupo Labesfal retirou lotes de soro fisiológico do mercado

O grupo Labesfal já retirou do mercado os lotes de soro fisiológico e outras soluções injectáveis onde fora detectada a presença de gás sulfídrico, disse hoje à Agência Lusa o porta-voz da empresa, Acácio Gomes.

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O Instituto da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) ordenou terça-feira a retirada de quase 200 lotes de soro fisiológico por ter sido detectada a presença de gás sulfídrico nas embalagens comercializadas pelo grupo Labesfal.

Em declarações à Lusa, o porta-voz do grupo adiantou que "os 192 lotes de soro fisiológico foram já retirados do mercado nacional e estrangeiro".

"O que aconteceu foi que entre o líquido (soro) e a cápsula existe ar, que em contacto com a borracha da cápsula deu origem ao cheiro que incomoda mas não afecta a saúde das pessoas", explicou.

De acordo com o responsável, o cheiro é incomodativo mas não põe em risco a saúde das pessoas uma vez que o ar não se mistura com o soro.

Acácio Gomes adiantou ainda à Lusa que a empresa, que afirma cumprir todas as regras estabelecidas, já substituiu as cápsulas dos novos lotes de soro que estão a ser distribuídas no mercado.

O porta-voz da empresa salientou ainda que o grupo Labesfal "está a analisar as cápsulas retiradas do mercado para apurar o que se passou".

O Infarmed revelou terça-feira que o "produto não se encontra de acordo com as especificações autorizadas" uma vez que a cápsula liberta "quantidades vestigiais deste composto", podendo o gás dissolver-se no líquido.

Em declarações à Lusa, o assessor do Infarmed, Carlos Pires, salientou que a situação "não apresenta um risco significativo para a saúde, já que, em baixas concentrações, o gás sulfídrico não é tóxico".

"Se o gás se dissolver no líquido, pode haver risco de toxicidade. O risco é nulo, mas existe, pelo que o Infarmed ordenou a retirada dos lotes por uma questão de defesa da saúde pública", explicou.

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