Guardas prisionais. Sindicato culpa Governo pela greve

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Guardas prisionais. Sindicato culpa Governo pela greve

Foto: Miguel A. Lopes - Lusa

Em declarações à Antena 1, o dirigente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional Jorge Alves acusou esta quinta-feira o Governo de empurrar os profissionais para a greve. E admitiu estar preocupado com o momento que se vive em algumas cadeias do país.

“Estão a ser objetivamente prejudicadas as visitas dos reclusos e estamos a pôr em risco também o ritual típico do Natal em que há visitas dos filhos, em que há um jantar de Natal”, recordou Francisca Van Dunem.A nova greve que começa esta quinta-feira vai prolongar-se até dia 18 de dezembro, deixando em risco as visitas aos detidos.


Perante estas declarações, o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional atribuiu ao Executivo a responsabilidade pelas ações de protesto, sem deixar de assumir que está preocupado com o atual contexto de tensão em estabelecimentos prisionais do país.

Depois do motim no Estabelecimento Prisional de Lisboa e dos acontecimentos em Custóias, a norte, cerca de 200 reclusos de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, recusaram jantar na última noite. Precisamente por causa da suspensão das visitas.

No Estabelecimento Prisional da Covilhã, a direção confirmou também que os reclusos exigiram saber por que razão foram impedidos de telefonar às famílias, tendo-lhes sido explicado que as dificuldades estão relacionadas com os protestos dos guardas prisionais.

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