País
Há novas equipas mas o serviço externo é inevitável. Carris lança site sobre ascensores de Lisboa
A Carris garante que houve mudanças de organização nas equipas dos elétricos de Lisboa, em que destaca um novo "núcleo de ascensores e elevadores". Ainda assim, a manutenção externa tem de ser mantida, afirma numa página na internet que fez sobre os ascensores parados. Quase um ano depois do descarrilamento do elevador da Glória, continua de pé a intenção de inaugurar um memorial de homenagem às vítimas no próximo mês.
É apresentado como um "memorial na Calçada da Glória em honra das vítimas do acidente" na longa cronologia da Carris desde o dia 3 de setembro de 2025. A iniciativa já tinha sido proposta pela Câmara Municipal de Lisboa, poucos dias depois do trágico acidente que matou 16 pessoas e feriu outras 20, e deverá tornar-se realidade em setembro.
Ainda sem data divulgada, apenas é referido pela Carris que a inauguração será feita no próximo mês - um ano depois, portanto, do descarrilamento. Contactado pela RTP Antena 1, fonte oficial da Câmara Municipal de Lisboa remete para o futuro mais informação sobre o memorial coletivo.
A empresa municipal de autocarros e elétricos apresentou esta quarta-feira uma página na internet onde reúne o que já foi feito, o que está por fazer e explica-se quanto aos equipamentos históricos de Lisboa que continuam fechados há quase um ano: os ascensores da Glória, do Lavra, da Bica e o elevador de Santa Justa - apenas foi reaberto, no final de abril, o funicular da Graça.
Num modelo de "perguntas frequentes", a Carris continua sem se comprometer com uma data de reabertura dos quatro equipamentos encerrados. Apenas refere que "a sua devolução à cidade ocorrerá com a brevidade possível", mas que "prosseguem os trabalhos de avaliação e adaptação, que estão dependentes das validações da Comissão Técnica Independente (CTI)".
Entre inspeções, auditorias e mudanças de procedimentos e de equipas, há nestas novidades uma que se destaca: com a alteração do manual de organização da empresa, surgiu um Departamento de Engenharia e Métodos, dentro da Direção de Manutenção do Modo Elétrico (DME).
Apesar destas mudanças, a Carris reconhece como inevitável a manutenção externa. Em novembro, quatro contratos do modo elétrico passaram da empresa MNTC para a LIFTECH. A transportadora "está a reforçar as suas equipas e a apostar na formação técnica dos seus quadros", mas afirma também que o recrutamento e especialização levam tempo por ter nas suas mãos "equipamentos singulares e de grande complexidade".
"Mesmo com este reforço, algumas intervenções muito específicas terão sempre de ser asseguradas por parceiros externos certificados", garante a Carris. Apesar das críticas de sindicatos e alguns especialistas em transportes pela subcontratação, é defendido pela operadora que "são realizadas por profissionais com a experiência regular e intensiva exigida pelas rigorosas normas internacionais de segurança".
Sobre o processo de indeminizações, a Carris diz que não conhece o valor total dos montantes pagos pela seguradora Fidelidade. Sem avançar novos números, volta a apontar que, até junho, foram concluídas três indeminizações, entre 40 vítimas registadas. Todas as despesas relacionadas com a recuperação e os cuidados de saúde das vítimas têm sido asseguradas pela seguradora desde o primeiro momento, aponta ainda a empresa municipal.
A conclusão do relatório final do GPIAAF está agora prevista para o primeiro trimestre de 2027 - o prazo anterior era setembro de 2026. O gabinete já tinha enviado à Carris várias recomendações, segundo a agência Lusa soube neste mês de agosto, para que fosse revisto o sistema de controlo interno da Carris aos processos de "aquisição, receção e aplicação de componentes críticos para a segurança dos veículos". São questões em que a Carris tem vindo a trabalhar, como mostra na página online divulgada esta quarta-feira.
A RTP Antena 1 sabe que já estão a ser trabalhadas as soluções futuras para o ascensor da Glória. Em junho, após reunir com a administração da Carris, o Livre/Lisboa explicava em comunicado a intenção da empresa: alterar "integralmente" os equipamentos da Glória e do Lavra "um sistema atual e certificado, abandonando os funiculares históricos que faziam parte, há mais de um século, da nossa cidade".
Ainda sem data divulgada, apenas é referido pela Carris que a inauguração será feita no próximo mês - um ano depois, portanto, do descarrilamento. Contactado pela RTP Antena 1, fonte oficial da Câmara Municipal de Lisboa remete para o futuro mais informação sobre o memorial coletivo.
A empresa municipal de autocarros e elétricos apresentou esta quarta-feira uma página na internet onde reúne o que já foi feito, o que está por fazer e explica-se quanto aos equipamentos históricos de Lisboa que continuam fechados há quase um ano: os ascensores da Glória, do Lavra, da Bica e o elevador de Santa Justa - apenas foi reaberto, no final de abril, o funicular da Graça.
Num modelo de "perguntas frequentes", a Carris continua sem se comprometer com uma data de reabertura dos quatro equipamentos encerrados. Apenas refere que "a sua devolução à cidade ocorrerá com a brevidade possível", mas que "prosseguem os trabalhos de avaliação e adaptação, que estão dependentes das validações da Comissão Técnica Independente (CTI)".
Entre inspeções, auditorias e mudanças de procedimentos e de equipas, há nestas novidades uma que se destaca: com a alteração do manual de organização da empresa, surgiu um Departamento de Engenharia e Métodos, dentro da Direção de Manutenção do Modo Elétrico (DME).
Esse departamento pretende dar "capacidade técnica" à DME para definir soluções e enquadramento normativo "para o material circulante e equipamentos, seja na aquisição de novos seja em processos de reengenharia". A estrutura desdobra-se ainda em dois núcleos novos.
O Núcleo de Ascensores e Elevadores vai "melhorar a capacidade da DME de acompanhar as fases de projeto das soluções técnicas para substituição de equipamentos e/ou subsistemas e, principalmente, acompanhar e fiscalizar os processos de manutenção destes equipamentos", enquanto o Núcleo de Planeamento Operacional estará focado em que tudo o que envolva a manutenção, como os contratos e as suas atividades.
Esta poderá ter sido uma resposta a uma das áreas debaixo de fogo no último ano. No final de outubro, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) apontou falhas na aquisição e manutenção do cabo do ascensor da Glória.
De acordo com o relatório preliminar, o cabo que se rompeu na cabine nº1, e que provocou o descarrilamento, foi erradamente comprado pela Carris e apresentava desgaste. Era utilizado desde 2022 na Glória e no Lavra. Caiu na altura o Conselho de Administração da empresa presidido por Pedro de Brito Bogas - agora é liderado por Rui Lôpo - e foi demitido o diretor de manutenção do modo elétrico.
Juntamente com estas mudanças na cúpula da Carris, começou logo em outubro a reestruturação da equipa da área de manutenção do modo elétrico, sublinha agora a empresa no website, e revogou em novembro os contratos de manutenção com a empresa MNTC.
"Algumas intervenções muito específicas" serão sempre externas.
Apesar destas mudanças, a Carris reconhece como inevitável a manutenção externa. Em novembro, quatro contratos do modo elétrico passaram da empresa MNTC para a LIFTECH. A transportadora "está a reforçar as suas equipas e a apostar na formação técnica dos seus quadros", mas afirma também que o recrutamento e especialização levam tempo por ter nas suas mãos "equipamentos singulares e de grande complexidade".
"Mesmo com este reforço, algumas intervenções muito específicas terão sempre de ser asseguradas por parceiros externos certificados", garante a Carris. Apesar das críticas de sindicatos e alguns especialistas em transportes pela subcontratação, é defendido pela operadora que "são realizadas por profissionais com a experiência regular e intensiva exigida pelas rigorosas normas internacionais de segurança".
Sobre o processo de indeminizações, a Carris diz que não conhece o valor total dos montantes pagos pela seguradora Fidelidade. Sem avançar novos números, volta a apontar que, até junho, foram concluídas três indeminizações, entre 40 vítimas registadas. Todas as despesas relacionadas com a recuperação e os cuidados de saúde das vítimas têm sido asseguradas pela seguradora desde o primeiro momento, aponta ainda a empresa municipal.
A conclusão do relatório final do GPIAAF está agora prevista para o primeiro trimestre de 2027 - o prazo anterior era setembro de 2026. O gabinete já tinha enviado à Carris várias recomendações, segundo a agência Lusa soube neste mês de agosto, para que fosse revisto o sistema de controlo interno da Carris aos processos de "aquisição, receção e aplicação de componentes críticos para a segurança dos veículos". São questões em que a Carris tem vindo a trabalhar, como mostra na página online divulgada esta quarta-feira.
A RTP Antena 1 sabe que já estão a ser trabalhadas as soluções futuras para o ascensor da Glória. Em junho, após reunir com a administração da Carris, o Livre/Lisboa explicava em comunicado a intenção da empresa: alterar "integralmente" os equipamentos da Glória e do Lavra "um sistema atual e certificado, abandonando os funiculares históricos que faziam parte, há mais de um século, da nossa cidade".