"Hammerskins" começam a ser julgados

Os 27 arguidos no processo "hammerskins" começam a ser julgados por crimes de ódio racial e sexual, ofensas corporais, incitamento à violência, tentativa de homicídio, tráfico de droga e posse de arma proibida.

Lusa /
O material apreendido aos arguidos no processo "hammerskins" D.R.

Os arguidos - conotados com o movimento "hammerskin", que exalta a superioridade branca - terão provocado várias vítimas na zona da Grande Lisboa entre homossexuais, imigrantes e militantes comunistas.

Segundo o Ministério Público, "dois dos ofendidos foram agredidos com facas e outros objetos corto-perfurantes no abdómen e tórax, sendo que as partes do corpo visadas e atingidas eram aptas a determinar as suas mortes, o que apenas não se verificou por razões alheias às vontades dos agressores”.

De acordo com o MP, ficou “suficientemente indiciado que os arguidos agiram com o propósito de pertencer a um grupo que exaltava a superioridade da 'raça' branca face às demais raças, sabendo que, pertencendo a tal grupo deveriam desenvolver ações violentas contra as minorias raciais, assim como contra todos aqueles que tivessem orientações sexuais e políticas diferentes das suas”.

O grupo foi desmantelado no decorrer de uma operação da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ) em 2016 e o julgamento decorre no Campus da Justiça, em Lisboa.


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