País
Helicóptero da FAP aterrou de emergência no Alentejo
Um helicóptero Alouette III (ALIII) da Força Aérea Portuguesa (FAP) foi hoje forçado a uma aterragem de emergência perto da Vidigueira (Beja), mas o incidente não provocou quaisquer danos pessoais ou materiais, revelou fonte da FAP.
Em declarações à agência Lusa, o major Paulo Gonçalves, do serviço de Relações Públicas da FAP, explicou que a aterragem de emergência aconteceu perto das 12:15, na zona de Selmes, concelho da Vidigueira.
"O incidente ocorreu durante um voo de treino da aeronave", pertencente à Esquadra 552, da Base Aérea n 11 de Beja, disse.
Os dois pilotos que tripulavam o helicóptero "saíram ilesos", sem que a aterragem, numa área isolada no campo, tivesse ainda provocado "quaisquer danos materiais".
"O helicóptero sofreu alguns danos, mas não posso especificar quais, nem a sua dimensão, porque essas informações só serão apuradas pela Inspecção da FAP, que já se encontra no local, a proceder à peritagem técnica", afiançou o mesmo oficial.
A aeronave ainda se encontrava, cerca das 17:30, no local, que já está protegido por militares da FAP, para que a equipa que procede às averiguações possa "documentar o que aconteceu, sem que sejam destruídas provas ou evidências".
"Só depois é que o helicóptero poderá ser retirado", explicou o major Gonçalves, recusando-se a especificar se, na origem da aterragem forçada, esteve algum problema mecânico.
"A inspecção da FAP é que vai descobrir o que se passou. Ainda não são conhecidas as causas", explicou.
O ALIII é um helicóptero ligeiro de transporte táctico que, entre outras missões, pode ser usado em acções de assalto, busca e salvamento, evacuação sanitária, patrulhamento, transporte aéreo táctico e geral, apoio no ataque a incêndios, apoio aéreo ao combate e instrução de voo.
Na altura do incidente de hoje, juntamente com outros ALIII, a aeronave da Força Aérea participava num treino "numa área de trabalho normal" para os voos da Esquadra 552 e era tripulado por "dois oficiais experientes", tendo eles próprios alertado para a situação via rádio.
"Só que, às vezes, a experiência não resolve todos os problemas e é isso que a inspecção da FAP vai apurar, com a finalidade de serem introduzidas as correcções necessárias para, futuramente, evitar o que aconteceu hoje", frisou o major Gonçalves.
Essa averiguação ao incidente "pode demorar ainda muito tempo", disse, realçando que, só no final, é que será elaborado o respectivo relatório.
Os Alouette III são helicópteros que já participaram em teatros de operações na Guerra do Ultramar, mas o oficial das Relações Públicas garantiu hoje à Lusa que essa antiguidade é meramente "contabilística".
"Esta aeronave em causa, por exemplo, tem registo de fabrico de 1969 e um total de cinco mil horas de voo, mas os ALIII, a cada cem horas de voo, sofrem uma grande revisão, em que as peças são todas desmontadas, verificadas uma a uma e substituídas as que apresentam algum desgaste", sublinhou.
O helicóptero que fez a aterragem de emergência, acentuou, teve a última destas revisões no passado dia 12 de Fevereiro.
"É como se tivesse saído de novo da fábrica", disse.
"O incidente ocorreu durante um voo de treino da aeronave", pertencente à Esquadra 552, da Base Aérea n 11 de Beja, disse.
Os dois pilotos que tripulavam o helicóptero "saíram ilesos", sem que a aterragem, numa área isolada no campo, tivesse ainda provocado "quaisquer danos materiais".
"O helicóptero sofreu alguns danos, mas não posso especificar quais, nem a sua dimensão, porque essas informações só serão apuradas pela Inspecção da FAP, que já se encontra no local, a proceder à peritagem técnica", afiançou o mesmo oficial.
A aeronave ainda se encontrava, cerca das 17:30, no local, que já está protegido por militares da FAP, para que a equipa que procede às averiguações possa "documentar o que aconteceu, sem que sejam destruídas provas ou evidências".
"Só depois é que o helicóptero poderá ser retirado", explicou o major Gonçalves, recusando-se a especificar se, na origem da aterragem forçada, esteve algum problema mecânico.
"A inspecção da FAP é que vai descobrir o que se passou. Ainda não são conhecidas as causas", explicou.
O ALIII é um helicóptero ligeiro de transporte táctico que, entre outras missões, pode ser usado em acções de assalto, busca e salvamento, evacuação sanitária, patrulhamento, transporte aéreo táctico e geral, apoio no ataque a incêndios, apoio aéreo ao combate e instrução de voo.
Na altura do incidente de hoje, juntamente com outros ALIII, a aeronave da Força Aérea participava num treino "numa área de trabalho normal" para os voos da Esquadra 552 e era tripulado por "dois oficiais experientes", tendo eles próprios alertado para a situação via rádio.
"Só que, às vezes, a experiência não resolve todos os problemas e é isso que a inspecção da FAP vai apurar, com a finalidade de serem introduzidas as correcções necessárias para, futuramente, evitar o que aconteceu hoje", frisou o major Gonçalves.
Essa averiguação ao incidente "pode demorar ainda muito tempo", disse, realçando que, só no final, é que será elaborado o respectivo relatório.
Os Alouette III são helicópteros que já participaram em teatros de operações na Guerra do Ultramar, mas o oficial das Relações Públicas garantiu hoje à Lusa que essa antiguidade é meramente "contabilística".
"Esta aeronave em causa, por exemplo, tem registo de fabrico de 1969 e um total de cinco mil horas de voo, mas os ALIII, a cada cem horas de voo, sofrem uma grande revisão, em que as peças são todas desmontadas, verificadas uma a uma e substituídas as que apresentam algum desgaste", sublinhou.
O helicóptero que fez a aterragem de emergência, acentuou, teve a última destas revisões no passado dia 12 de Fevereiro.
"É como se tivesse saído de novo da fábrica", disse.