Helicóptero pesado vai começar a tirar carga perigosa

O helicóptero pesado contratado pelo armador do navio encalhado junto à ilha do Faial vai começar a retirar a carga perigosa da embarcação nas próximas horas, depois de reparada a avaria que atrasou a operação.

Agência LUSA /

Segundo o almirante Rodrigues Cabral, do Comando da Zona Marítima dos Açores, o aparelho, que estava estacionado no aeroporto da ilha de Santa Maria, já viajou para o Faial, onde efectuou um voo de reconhecimento no local onde se encontra encalhado o porta-contentores.

"Felizmente, a avaria eléctrica que impediu o helicóptero de voar foi reparada e o aparelho deverá iniciar as operações de retirada dos produtos poluentes por volta das 16:00 locais (17:00 de Lisboa)", explicou.

O helicóptero de carga "Kamov 32", fretado na Europa, chegou aos Açores no último domingo, mas uma avaria eléctrica impediu que operasse junto ao navio encalhado, como estava previsto pelo armador e pelas autoridades marítimas.

Além das 19 toneladas de produtos potencialmente poluentes que estão a bordo do "CP Valour", o aparelho vai também tentar retirar cerca de 50 contentores vazios que estão no cargueiro, encalhado desde o dia 09 de Dezembro na costa norte do Faial.

O armador do porta-contentores, com 180 metros de comprimento e 18 mil toneladas de peso, já deu o navio como perdido, mas, segundo a Marinha, vai assumir as suas responsabilidades no que se refere à retirada dos contentores e ao desmantelamento do barco.

"O armador sempre garantiu, até agora, que iria assumir todas as responsabilidades e encargos com a operação de retirada do navio", adiantou o almirante Rodrigues Cabral.

O comandante da Zona Marítima dos Açores realçou, também, que o armador do "CP Valour" fez todas as diligências para tentar retirar o cargueiro da Praia do Norte.

O armador contratou rebocadores para puxar o cargueiro, navios para retirar combustível e carga, e helicópteros para descarregar os produtos poluentes.

Apesar de tudo, a operação falhou, na opinião do almirante Rodrigues Cabral, porque houve um "azar" que marcou o início dos trabalhos.

"Quando o rebocador russo tentou operar pela primeira vez, o cabo que estava passado ao navio caiu à água, devido à forte ondulação que se fazia sentir, e acabou por se enrolar numa das hélices do rebocador", lembrou.

Na altura, o "Fotiy KrYlov", com 40 mil cavalos de potência, foi obrigado a abortar a operação e esteve mais de 24 horas parado.

"Foi talvez aí que se perdeu a grande oportunidade para retirar o navio" do local, disse o comandante da Zona Marítima dos Açores.

RF.

Lusa/Fim


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