Homem que faleceu no posto da PSP de Lagos suicidou-se

O homem de 32 anos que faleceu na madrugada de domingo na esquadra da PSP de Lagos ter-se-á enforcado, de acordo com a autópsia hoje realizada no Hospital de Portimão, disse à agência Lusa fonte hospitalar.

Agência LUSA /

Jorge Reis foi encontrado em risco de vida pelo agente da PSP que fazia a ronda aos quartos de detenção conforme anunciado em comunicado pela PSP.

O suicídio terá ocorrido cerca de uma hora depois de ter sido detido num bar de Lagos alegadamente se ter envolvido com um graduado da PSP desfardado.

A fonte hospitalar disse à Agência Lusa que o corpo não apresentava quaisquer sinais de violência, o que já fora referido por uma fonte da Polícia Judiciária, que domingo observou o cadáver no gabinete médico-legal do Hospital do Barlavento.

Testemunhas que estavam no bar de Lagos onde ocorreu a detenção, na madrugada de domingo, disseram à Lusa que José Reis, nadador-salvador na Meia Praia, próximo de Lagos, envolveu-se em confrontos verbais com um graduado da PSP de Lagos, que estava à paisana.

Segundo as mesmas testemunhas, perante as ameaças físicas de José Reis, o agente lançou um spray de defesa pessoal contra o nadador-salvador, substância que afectou algumas pessoas que se encontravam perto do desacato.

Passados alguns minutos, chegaram mais quatro agentes daquela polícia ao bar "Grand Café" - localizado no centro histórico da cidade de Lagos -, na sequência de um pedido de reforços do agente, que se encontrava à paisana.

Confrontado com os reforços policiais, o homem resistiu à detenção, o que levou os agentes a usarem a força para lhe colocarem as algemas.

José Reis foi detido cerca das 4:00, conduzido para a esquadra naquela cidade e sujeito a identificação, tendo sido levado para uma cela para ser presente a tribunal na manhã de segunda-feira.

Segundo a PSP, o homem foi encontrado em risco de vida na cela cerca de uma hora e meia depois da detenção.

De acordo com a versão policial, os agentes fizeram várias tentativas de reanimação, que contudo foram infrutíferas.

Um dos elementos que prestaram auxílio à vítima disse à Lusa que o acto foi consumado com as calças de ganga do próprio suicida.

Testemunhas adiantaram ainda que José Reis já tinha mostrado sinais de alguma agressividade, ao dirigir palavrões a um grupo de pessoas que estava à entrada do bar "Grand Café".

O caso foi comunicado ao Ministério Público de Lagos e à Polícia Judiciária.


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