Hospital de Penafiel reduziu tempo de espera por cirurgia para metade
O Hospital Padre Américo/Vale do Sousa, EPE anunciou hoje que reduziu o tempo de espera de cirurgias programadas para 2,1 meses, menos de metade do que ocorria em 2005, que era de 4,7 meses.
No comunicado enviado à Lusa, a administração da unidade de saúde refere que o Hospital Padre Américo/Vale do Sousa "transita para o novo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa com altos níveis de produção cirúrgica e de consulta e com excelentes resultados económicos".
"Deve terminar o ano com resultados operacionais positivos pela terceira vez consecutiva", acrescenta o texto.
A administração do Hospital Padre Américo (HPA) salienta ainda que o hospital registou "um aumento de cerca de 24,48% dos proveitos, contra um aumento ligeiro de 0,34% do lado dos custos".
O comunicado assinala, também, que em Junho deste ano foi alcançado um resultado líquido na ordem dos 2,6 milhões de euros, pelo que "é previsível que no final de 2007 o Hospital Padre Américo obtenha pela primeira vez um resultado líquido positivo".
"Tendo em conta que em 2006 o Hospital Padre Américo foi dos poucos Hospitais EPE a não receber qualquer verba extraordinária em sede de convergência e de não ter sido contemplado com qualquer "Anulação de dividas" na rede do SNS, estes resultados mostram bem o esforço do HPA ao nível financeiro, sem esquecer a vertente assistencial e os ganhos em saúde para a população", sustenta o comunicado da administração da unidade de saúde.
Segundo o texto do HPA, as cirurgias convencionais registaram um aumento de 42,3 por cento (relativamente a 2005), as cirurgias programadas cresceram 39,6 e a cirurgia do ambulatório fez mais 4.600 cirurgias do que em 2005, valor que significa um acréscimo de 96 por cento.
O internamento e as consultas tiveram crescimento superior a dez por cento, ao passo que o índice de primeiras consultas cresceu 25 por cento.
Estes resultados significam, segundo o comunicado, o aumento de novos utentes no acesso aos cuidados de saúde nesta unidade hospitalar, que tem em curso um processo de acreditação por um organismo internacional.
Os dois hospitais EPE, Padre Américo/Vale do Sousa, em Penafiel, e S. Gonçalo, em Amarante, deram origem ao novo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa por decisão do Conselho de Ministros de 19 de Julho, aguardando-se a publicação do decreto-lei em Diário da República.
Se a publicação for ainda efectuada até ao fim deste mês, o novo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa EPE entrará em funções a 01 de Setembro, caso contrário passa para o primeiro dia do mês seguinte à data da publicação no DR.
Embora esteja por nomear a equipa directiva do centro hospitalar, é dado como muito provável que a nova administração seja presidida pelo actual presidente do CA do Padre Américo/Vale do Sousa, José Alberto Marques.
O Governo justificou a constituição do novo centro hospitalar no interior do distrito do Porto tendo por base o processo "de transformação progressiva dos estabelecimentos de saúde em entidades públicas empresariais", de forma a prosseguir o objectivo de obter "maior eficiência da prestação de cuidados de saúde à população".
Por outro lado, refere ainda o decreto-lei, a fusão das duas unidades hospitalares possibilita também a "optimização de recursos", uma vez que serão dotados de um único conselho de administração.
O Conselho de Ministros aprovou também a 19 de Julho uma resolução que aprova o calendário de subscrição faseada do capital estatutário que, no caso do novo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, será de 40,2 milhões de euros para o triénio 2007/2009, verba maioritariamente destinada à construção do novo hospital de Amarante.
Esta unidade hospitalar de raiz assentará num modelo de hospital de ambulatório, terá apenas 60 camas e custará 34 milhões de euros.
O novo hospital deverá abrir ao público até ao fim de 2010, estando em curso a execução do projecto.