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Hospital de Ponta Delgada bateu recorde de consultas em 2025

Hospital de Ponta Delgada bateu recorde de consultas em 2025

 O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada, afetado por um incêndio há dois anos, manteve os serviços que prestava e até bateu um recorde de consultas em 2025, salientou hoje a secretária da Saúde dos Açores.

Lusa /
Nuno Patrício - RTP

"O hospital nunca deixou de funcionar. A própria questão da atividade ambulatória foi praticamente retomada. Em 2025, o HDES bateu o recorde de consultas. Ultrapassou as 300 mil consultas, que é um número bastante significativo e que demonstra sobretudo o empenho dos profissionais de saúde", afirmou, em declarações à Lusa, a titular da pasta da Saúde (PSD/CDS/PPM), Mónica Seidi, revelando que, face a 2024, foram dadas mais 30 mil consultas.

O maior hospital dos Açores foi afetado por um incêndio em maio de 2024 e o executivo pretende requalificar a atual infraestrutura e ampliá-la, mas ainda não tem data para arrancar com as obras.

Foi, entretanto, construído um hospital modular para dar apoio ao antigo edifício. 

Segundo Mónica Seidi, "a atividade de ambulatório foi reposta e inclusive superada", o que pode ser comprovado pelo número de consultas, mas também de sessões de fisioterapia e de atividade em hospital de dia.

Apesar do aumento do número de inscritos em lista de espera cirúrgica, a governante destacou também um aumento das cirurgias realizadas.

"Foram feitas 8.077 cirurgias em 2025, foram operados mais de 786 doentes do que em 2024 e, portanto, há de facto aqui um crescimento", sublinhou.

A secretária regional da Saúde assegurou que o hospital "oferece os serviços que oferecia há dois anos" e até tem conseguido "superar aquilo que tinha sido feito até então".

Mónica Seidi deu como exemplo um projeto de inteligência artificial, implementado nas urgências, aquando da abertura do hospital modular, que "tem estado a funcionar bem e há a possibilidade de ser replicado para outras áreas de diagnóstico e intervenção".

Destacou ainda a "eliminação de infeções graves na unidade de cuidados intensivos", que permitiu a melhoria de cuidados prestados aos utentes, mas também uma melhor eficiência na gestão hospitalar.

A titular da pasta da Saúde reconheceu que o HDES já necessitava de obras antes do incêndio que ocorreu em maio de 2024.

"Meses antes do incêndio, foi lançado um concurso para obras para a área de ambulatório de cirurgia. Já estavam identificadas várias necessidades: a própria cirurgia de ambulatório, as melhorias no quinto piso que acabaram por ser concluídas (...), as questões relacionadas com o serviço de hemodiálise", apontou.

Segundo Mónica Seidi, desde 2015, a urgência do hospital já tinha tido "vários programas funcionais ou vários modelos de desenvolvimento que nunca tinham sido implementados" e os gabinetes de consulta externa estavam "obsoletos".

"Há aqui um conjunto de obras bastante significativo com valor que poderia ascender entre 60 a 70 milhões de euros", frisou.

O programa funcional da recuperação e ampliação do hospital, após o incêndio, já foi reformulado e entregue ao Governo Regional, mas ainda não há uma estimativa de quanto possa custar.

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