Hospital de São José viveu os piores dias no fim da semana passada

Apesar da descida significativa do número de novos casos de infeção, o Serviço Nacional de Saúde continua sob pressão, ao nível do internamento de doentes com Covid-19. Mas já começam a surgir indicadores positivos. No Hospital de São José, em Lisboa, a situação ainda é grave, mas sente-se agora um ligeiro alívio, na Unidade de Cuidados Intensivos.

Antena 1 /

Foto: RTP

Rui Moreno, diretor de Medicina Intensiva deste Hospital, diz à Antena 1 que os dias mais difíceis verificaram-se no final da semana passada. Nessa altura, foi necessário um grande esforço para evitar a rotura do serviço.

Apesar de se sentir nos últimos dias uma menor pressão, o responsável pela Medicina Intensiva do Hospital de São José, ouvido pela jornalista Arlinda Brandão, espera que não se baixe a guarda e avisa que as próximas duas semanas são decisivas para se confirmar esta tendência de melhoria.

Com os hospitais sob pressão máxima desde o início do ano e com o pico desta terceira vaga, atingido a 29 de janeiro, esta semana é vista com preocupação acrescida nas Unidades de Cuidados Intensivos dos principais hospitais, em especial na área da Grande Lisboa.

Existe o receio de surgirem nestes dias ainda maiores dificuldades com a necessidade de mais doentes infetados nos dias de maior número de casos precisarem agora destes cuidados.

A situação ainda é grave, mas no Hospital de São José não se confirma para já essa situação. Nestes primeiros dias desta semana está a verificar-se até uma menor pressão, que atingiu um ponto máximo no final da semana passada.
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