Hospital de S.Bernardo quer recuperar 352.000 euros de taxas moderadoras em dívida

O Centro Hospitalar de Setúbal anunciou hoje a realização, em Junho, de uma campanha de cobrança das taxas moderadoras em dívida ao Hospital São Bernardo desde 1998, que ascendem a mais de 352 mil euros.

Agência LUSA /

Os utentes com dívidas por regularizar vão receber em casa um aviso de cobrança que poderão liquidar na rede de Caixas Multibanco, Lojas Payshop e nos balcões dos CTT.

Estas facilidades de pagamento para os utentes do Centro Hospitalar de Setúbal, que engloba os hospitais São Bernardo e do Outão, deverão manter-se em termos futuros.

"Na grande maioria dos casos trata-se de uma pequena soma para o utente mas que representa um valor acumulado considerável para o hospital", disse à Lusa Célia Roque, assessora do conselho de administração do Centro Hospitalar de Setúbal.

"É uma campanha que passa essencialmente pela sensibilização dos utentes", acrescentou Célia Roque, adiantando que o hospital detectou cerca de 35.200 utentes devedores.

O São Bernardo é o hospital de referência para cerca de 241 mil habitantes dos concelhos de Setúbal, Palmela, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines.

A campanha de cobranças de taxas moderadoras em divida foi antecedida de uma operação de limpeza de ficheiros, para eliminar óbitos, com o objectivo de evitar que sejam notificadas pessoas que já morreram.

Célia Roque admitiu no entanto que é praticamente impossível impedir que ocorram algumas situações do género, porque não é possível saber das pessoas que morreram fora do hospital.

A par da cobrança de taxas moderadas em divida, o Centro hospitalar de Setúbal pretende também aplicar novos processos administrativos, usando tecnologias inovadoras, com o objectivo de proporcionar melhor qualidade dos serviços prestados e garantir maior produtividade e eficácia.

Segundo o Gabinete de Comunicação do Centro Hospitalar de Setúbal, a campanha de cobrança de taxas moderadoras e a criação de novos processos administrativos está a cargo da empresa "DPW IT Consulting", que já acções semelhantes nos hospitais Curry Cabral e Egas Moniz e que se prepara para fazer o mesmo nos hospitais de Beja e Cascais.

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