Hugo Quintas condenado pela morte da namorada

O emigrante português no Reino Unido Hugo Quintas, acusado de assassinar a namorada inglesa no Verão de 2005, foi hoje condenado pelo tribunal de Bristol, noticiou a cadeia de televisão Sky News.

Agência LUSA /

Hugo Quintas, de 24 anos e natural do Porto, foi considerado culpado de degolar Hayley Richards, que estava grávida de três meses.

Até ao momento ainda não é conhecida a pena que o português terá que cumprir.

O julgamento começou no passado dia 12 de Março no tribunal de Bristol e logo na primeira sessão, Quintas confessou que foi ele quem matou a namorada, mas alegou que o fez porque foi "provocado", tendo a sua defesa pedido que fosse julgado por homicídio involuntário.

Cinco dos sete jurados do Tribunal de Bristol rejeitaram hoje a versão de Hugo Quintas.

Durante o julgamento, o emigrante contou com a presença de um intérprete português, que o ajudou a falar com o seu advogado inglês e a entender os procedimentos do tribunal.

A namorada de Hugo Quintas, de naturalidade inglesa, era empregada de um restaurante na pequena localidade de Trowbridge, onde ambos viviam, e foi encontrada degolada no dia 11 de Junho, depois de alguns familiares estranharem o seu desaparecimento.

Uma semana antes do homicídio, tinha apresentado uma queixa contra o namorado português, na polícia local de Wiltshire, alegando que tinha sido vítima de agressões.

O português também rejeita esta acusação, que veio a gerar polémica na comunidade local, já que os familiares da jovem reclamam que a polícia deveria ter actuado nesse momento.

A polícia, por sua vez, deteve e acusou um outro emigrante português, Joaquim Sérgio da Cunha, de ter ajudado Quintas a destruir as provas do homicídio e a fugir de Inglaterra.

Mas o tribunal declarou hoje Joaquim Sérgio da Cunha inocente.

No dia em que foi consumado o crime, Quintas conseguiu viajar de Inglaterra para Portugal e daí para Espanha.

Duas semanas depois da fuga, na sequência do um mandado de captura internacional emitido pela Interpol, foi detido no País Basco e extraditado para Inglaterra.

PUB