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IGAS abre processo sobre morte de idosa na urgência do Hospital de Penafiel

IGAS abre processo sobre morte de idosa na urgência do Hospital de Penafiel

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde anunciou esta sexta-feira a instauração de “um processo de esclarecimento às circunstâncias em que ocorreu a morte de uma idosa”, na passada terça-feira, na urgência do Hospital Padre Américo, em Penafiel. Esta unidade veio assinalar, um dia depois do óbito, que a utente estava “em fim de vida”.

RTP /
O despacho da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde tem a data de 4 de janeiro

“Informamos que, por despacho de 4 de janeiro, do Inspetor-Geral, foi instaurado um processo de esclarecimento às circunstâncias em que ocorreu a morte de uma idosa, na noite do passado dia 2 de janeiro, no serviço de urgência do Hospital Padre Américo, integrado na Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa, E.P.E”, lê-se em comunicado da IGAS enviado às redações.

A idosa em causa, de 80 anos, foi triada com pulseira laranja no serviço de urgência do Hospital Padre Américo. “Tratava-se de uma doente em fim de vida e sem critérios clínicos para qualquer manobra invasiva de reanimação”, alegou na quarta-feira a unidade, em comunicado.

De acordo com o Hospital Padre Américo, a doente deu entrada na urgência médico-cirúrgica às 19h16 de terça-feira, tendo sido submetida a triagem de Manchester pelas 19h19. O óbito foi registado às 20h06 “após avaliação clínica”.

Na mesma nota, citada pela agência Lusa, o Hospital de Penafiel reconhecia que o seu serviço de urgência se encontrava “sob enorme pressão”.“Tais circunstâncias dificultam muito o funcionamento do serviço, não só pela sobrecarga de trabalho, mas pelas limitações de espaço que condicionam o normal funcionamento”.


Em declarações, na quarta-feira, à equipa de reportagem da RTP no Hospital Padre Américo, Miguel Vasconcelos, da Ordem dos Enfermeiros, confirmava a situação de pressão e que a falta de camas era o principal problema do serviço.
“O hospital não tem capacidade para dar resposta a tantos utentes que estão a entrar no serviço de urgências e não tem camas para internar”.

O responsável adiantava ainda que os bombeiros estavam “retidos” às portas das urgências, com os doentes nas ambulâncias, à espera de macas vagas.

c/ Lusa
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