Igreja pede que feriado do Corpo de Deus não acabe já este ano

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A Igreja Católica Portuguesa pediu ao Governo para, caso aceite acabar com o feriado do Dia de Corpo de Deus, que só o faça a partir do próximo ano por questões de programação religiosa e civil.

O Corpo de Deus é um feriado nacional religioso que se celebra na segunda quinta-feira a seguir ao Domingo de Pentecostes (60 dias após a Páscoa), mas que está em vias de extinção.

No ano passado, o Governo decidiu reduzir os feriados nacionais e impôs como regra o fim de dois religiosos e dois civis. Os bispos portugueses apresentaram como propostas a abolição do feriado do Dia do Corpo de Deus e do Dia da Assunção, a 15 de agosto.

"Se for aceite a sugestão da supressão do Corpo de Deus, que este ano se celebra no início de junho [dia 07], esperamos que essa supressão não aconteça já este ano, por motivos de programação religiosa e civil. Já manifestámos esse desejo caso seja esse feriado a suprimir", contou à Lusa o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Morujão, lembrando que as cerimónias de celebração destes dias são "programadas com muito tempo de antecedência".

Em várias localidades do país, no dia do Corpo de Deus realizam-se procissões e festas religiosas, sendo as ruas decoradas com flores e em algumas terras são mesmo colocados tapetes florais no chão para a procissão passar.

Este é também um dia em que a Igreja celebra muitas primeiras comunhões e comunhões solenes de crianças e jovens.

Mas o fim de dois feriados religiosos ainda está a ser avaliado pelo Vaticano que, segundo o jornal Público, prefere abdicar do 01 de novembro em vez do 15 de agosto, que tinha sido apresentado pelos bispos portugueses.

"A situação está a ser avaliada pelo Vaticano e estão a ponderar qual a solução melhor, porque ainda não é totalmente claro uma vez que existem razões válidas dos dois lados, tanto dos que defendem o 01 de novembro como de quem defende o 15 de agosto", disse à Lusa o padre.

Segundo o Público, a Santa Sé já terá comunicado ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, a sua preferência no sentido de cair o feriado de 1 de novembro.

O padre Manuel Morujão lembra que o fim do 01 de novembro não impede as pessoas de fazer a celebração de todos os santos, a "única diferença é que deixaria de haver feriado": "Tal como já acontecia muitas vezes, havia pessoas que só visitavam os cemitérios nos domingos seguintes ou anteriores", lembrou o porta-voz da conferência episcopal.

Sobre a altura em que deverá ser conhecida a posição oficial do Vaticano, o padre Manuel Morujão disse que isso era imprevisível, até porque "este não é um assunto urgente".

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