Imobiliária de Pinto da Costa sob investigação policial

A “Imobiliária de Cedofeita”, propriedade do presidente do FC do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, encontra-se sob investigação por suspeita de branqueamento de capitais e fraude fiscal, adianta o "Jornal de Notícias".

RTP /
Pinto da Costa vai ser investigado durante mais três anos RTP

A empresa nortenha, escreve o jornal, serviria para branqueamento de capitais provenientes de comissões de transferências de futebolistas, bem como na compra e venda de imóveis, eventualmente utilizados na hospedagem de mulheres brasileiras.

O matutino do Porto, que revela a história na sua edição de quarta-feira, escreve que foram emitidas cartas rogatórias - que visam a realização de actos e diligências processuais no exterior - dirigidas às autoridades de vários países, nomeadamente da Suíça.

Fonte ligada ao processo revelou entretanto à Lusa que foram as denúncias de Carolina Salgado contra o ex-companheiro, Pinto da Costa, que terão dado origem à abertura de um processo de inquérito-crime pela Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado (ECPAD), liderada por Maria José Morgado.

As declarações de Carolina Salgado foram proferidas em finais de 2006 e deram origem a uma queixa-crime apresentada por Pinto da Costa contra a sua ex-companheira no Ministério Público, por as considerar caluniosas.

Carolina Salgado levantava dúvidas e terá fornecido "alguns pormenores" sobre dinheiros de compra e venda de atletas para a equipa do FC Porto e terá abordado alegados casos de envio de dinheiro para o estrangeiro.

Essa queixa-crime deu origem à abertura de um processo de inquérito que recentemente foi arquivado. É no próprio despacho de arquivamento que é referido pelo Juiz o avanço da averiguação sobre branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Contactada pela agência Lusa, a coordenadora da ECPAD, Maria José Morgado, escusou-se a prestar quaisquer esclarecimentos sobre o caso, alegando que o processo entrou em segredo de justiça, mas garantiu que os procedimentos do grupo que lidera "são todos homologados por um juiz de instrução criminal".

Já em Junho do ano passado a comunicação social dava conhecimento da existência de investigações da responsabilidade do Ministério Público sobre transacções financeiras derivadas da compra e venda de jogadores do FC do Porto.

Contactados pela agência Lusa, nem Pinto da Costa nem o advogado, Gil Moreira da Costa, quiseram comentar as notícias.
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