Impacto muito grande nas linhas de alta, média e baixa tensão de Leiria
A passagem da depressão Kristin teve "um impacto muito grande" nas linhas de alta, média e baixa tensão do distrito de Leiria e estão em funcionamento seis de 13 subestações, revelou hoje o secretário de Estado da Energia.
"Sete não estão a funcionar e destas sete há duas em que a E-Redes já está a trabalhar neste momento. Portanto, o trabalho neste momento da E-Redes é de repor a alta tensão e, a partir do momento em que se repõe a alta tensão, começar a energizar subestações através da média tensão", informou Jean Barroca.
Numa visita à Mata Municipal de Ansião, no distrito de Leiria, o secretário de Estado Adjunto e da Energia acedeu ao pedido do primeiro-ministro, Luís Montenegro, para explicar o que está a ser feito.
"Ao contrário do que aconteceu no apagão, isto não é só um desligar e ligar. Há impactos físicos na infraestrutura que precisam de intervenções, nomeadamente nas subestações em que os postes que levavam os cabos caíram e estão danificados. Há árvores que deitaram cabos abaixo e que neste momento são autênticos novelos e que levam mais tempo a repor", esclareceu.
Segundo o governante, a E-Redes tem 1.200 operacionais no terreno e está a trabalhar em todos os níveis de tensão para repor a eletricidade, dando prioridade às infraestruturas críticas e telecomunicações, embora ainda não exista uma previsão para a normalidade.
"É um processo gradual, não vai acontecer de uma vez só, porque também tem a ver com as reparações que vão ser feitas em cada uma das subestações", indicou, com Luís Montenegro a alertar que há infraestruturas danificadas em pontos quase inacessíveis.
De acordo com Jean Barroca, há também um conjunto de geradores postos à disposição da região, tendo Pombal e Ansião feito a requisição de dois destes equipamentos, que estão para chegar.
"Todos esses geradores também estão a ser postos, junto de, seja infraestruturas de água para garantir o abastecimento de água às populações ou zonas críticas, como seja hospitais, lares ou algumas infraestruturas que são também urgentes nesse aspeto", referiu.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.