Impedida entrada de cidadãos da Guiné Conacri por falta de autorização
As autoridades portuguesas impediram quinta-feira a entrada em território nacional de cinco cidadãos da Guiné Conacri, que viajaram alegadamente de forma clandestina num navio até ao Porto de Sines, disse hoje fonte da Brigada Fiscal (BF).
O comandante da BF da GNR de Sines, Alferes Rosário, adiantou à Agência Lusa que os cinco homens terão embarcado clandestinamente no petroleiro "Team Mars", com bandeira das Ilhas Marshall, quando este fez escala no Porto de Conacri.
O navio atracou quinta-feira no Porto de Sines, tendo o comandante comunicado o caso à BF, que representa na zona o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
"Notificámos o comandante de que cidadãos não autorizados não podem entrar em território português e, desde então, temos assegurado que tal não acontece, através de uma guarda ao navio", explicou à Lusa o responsável da BF.
Dos cinco passageiros não autorizados, segundo o Alferes Rosário, apenas dois possuem documentos, "apesar de todos eles afirmarem ser cidadãos da Guiné".
De acordo com o mesmo responsável, o destino dos cinco cidadãos da Guiné Conacri "está agora nas mãos do SEF e da agência de navegação responsável" pelo navio.
"Não se sabe se os homens serão repatriados ou se seguirão viagem no navio", referiu o alferes Rosário, acrescentando que a saída do petroleiro deverá ocorrer durante o dia de sábado.
De acordo com dados do Centro de Despacho de Navios da Administração do Porto de Sines, o "Team Mars" deverá rumar sábado com destino a Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.