País
"Importante é apurar tudo", repete Marcelo face a demissões no Exército
Sem querer alargar-se em comentários sobre o noticiado bater de porta dos comandantes do Pessoal do Exército e das Forças Terrestres, os tenentes-generais Antunes Calçada e Faria Menezes, o Presidente da República repetiu na última noite que “o importante, também aí, é apurar tudo de alto a baixo”. Sob pressão crescente desde o assalto aos Paióis Nacionais de Tancos, o Chefe do Estado-Maior do Exército escusou-se a falar destes pedidos de saída.
“A minha posição é a mesma de sempre. O importante, também aí, é apurar tudo de alto a baixo, em todas as circunstâncias, em matérias de facto e responsabilidade. É isso que os portugueses têm o direito de saber e é o que importa fazer rapidamente”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa em Pedrógão Grande, onde assistiu a um “concerto em memória das vítimas” do recente incêndio naquela região, pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Questionado pelos jornalistas sobre a notícia dos pedidos de demissão dos tenentes-generais Antunes Calçada e Faria Menezes, até agora comandantes do Pessoal do Exército e das Forças Terrestres, o Comandante Supremo das Forças Armadas insistiu sempre na importância de “apurar o que se passou integralmente, factos e responsabilidades”.Os dois tenentes-generais contestam a exoneração de cinco comandantes após o roubo de material de guerra em Tancos.
O Exército confirmou no sábado o pedido de passagem à reserva por parte do tenente-general Antunes Calçada, revelando desde logo que este será rendido no Comando do Pessoal, em acumulação, pelo vice-chefe do Estado-Maior do Exército, o tenente-general Rodrigues da Costa.
O pedido de demissão de Faria Menezes deverá ser oficializado na segunda-feira, segundo a edição online do Expresso, que ontem referia “divergências inultrapassáveis”.
O Chefe do Estado-Maior do Exército marcou também presença no concerto em Pedrógão Grande, mas permaneceu em silêncio sobre as demissões.
Demissões “absolutamente legítimas”
Recorde-se que o general Rovisco Duarte determinou a exoneração temporária dos comandantes das cinco unidades com a missão de destacar efetivos para a vigilância das instalações militares de Tancos.
A Associação de Oficiais das Forças Armadas já tomou posição sobre as demissões de Antunes Calçada e Faria Menezes, avaliando-as como “absolutamente legítimas”.
“As tomadas de posição dos tenentes-generais são absolutamente legítimas e legais, sendo decisões que apenas a eles respeitam”, afirmou o presidente da AOFA, António Mota, citado pela agência Lusa.
O furto de material de guerra dos Paióis Nacional de Tancos foi conhecido a 28 de junho. Dois dias depois, o Exército confirmava terem sido roubados explosivos, munições de calibre 9 milímetros, granadas de gás lacrimogéneo e granadas foguete anticarro.
Questionado pelos jornalistas sobre a notícia dos pedidos de demissão dos tenentes-generais Antunes Calçada e Faria Menezes, até agora comandantes do Pessoal do Exército e das Forças Terrestres, o Comandante Supremo das Forças Armadas insistiu sempre na importância de “apurar o que se passou integralmente, factos e responsabilidades”.Os dois tenentes-generais contestam a exoneração de cinco comandantes após o roubo de material de guerra em Tancos.
O Exército confirmou no sábado o pedido de passagem à reserva por parte do tenente-general Antunes Calçada, revelando desde logo que este será rendido no Comando do Pessoal, em acumulação, pelo vice-chefe do Estado-Maior do Exército, o tenente-general Rodrigues da Costa.
O pedido de demissão de Faria Menezes deverá ser oficializado na segunda-feira, segundo a edição online do Expresso, que ontem referia “divergências inultrapassáveis”.
O Chefe do Estado-Maior do Exército marcou também presença no concerto em Pedrógão Grande, mas permaneceu em silêncio sobre as demissões.
Demissões “absolutamente legítimas”
Recorde-se que o general Rovisco Duarte determinou a exoneração temporária dos comandantes das cinco unidades com a missão de destacar efetivos para a vigilância das instalações militares de Tancos.
A Associação de Oficiais das Forças Armadas já tomou posição sobre as demissões de Antunes Calçada e Faria Menezes, avaliando-as como “absolutamente legítimas”.
“As tomadas de posição dos tenentes-generais são absolutamente legítimas e legais, sendo decisões que apenas a eles respeitam”, afirmou o presidente da AOFA, António Mota, citado pela agência Lusa.
O furto de material de guerra dos Paióis Nacional de Tancos foi conhecido a 28 de junho. Dois dias depois, o Exército confirmava terem sido roubados explosivos, munições de calibre 9 milímetros, granadas de gás lacrimogéneo e granadas foguete anticarro.