Incêndio de Alijó dominado em 95% do perímetro

O incêndio que lavra em Alijó desde domingo está dominado em 95 por cento da área e as autoridades esperam que o mesmo suceda com os cinco por cento restantes ainda esta terça-feira, avançou a Proteção Civil no local. As chamas prosseguem em Mangualde e na Guarda.

RTP /
Pedro Costa - Lusa

"Todo o perímetro está quase terminado e consolidado", afirmou Pedro Nunes, adjunto do comando nacional da proteção civil.

No ponto de situação realizado pouco depois das 13:00, foi dito que onde ainda há combate às chamas é nas Caldas de Carlão. Trata-se de um ponto de difícil acesso em que o combate tem de ser realizado de forma apeada.

Os meios aéreos destacados para o incêndio vão manter-se durante a tarde, atuando também de forma preventiva no perímetro das zonas afetadas para evitar reacendimento, assim como o restante dispositivo de bombeiros e viaturas.

"As equipas estão no terreno e estamos atentos", afirmou Pedro Nunes, a propósito do risco acrescido de reacendimento durante a tarde com a subida da temperatura e a intensidade do vento.

Às 13h30, o site da Autoridade Nacional de Proteção Civil referia que incêndio o que deflagrou no domingo em Vila Chã, no concelho de Alijó, mobilizava 560 operacionais, apoiados por 172 veículos e seis meios aéreos.

Devido ao fogo viveram-se momentos de pânico durante a noite. As chamas ameaçaram várias aldeias e vários idosos foram retirados de casa. O Plano Municipal de Emergência foi acionado.

Evolução favorável em Mangualde
O incêndio que lavra desde domingo no concelho de Mangualde está a registar esta tarde uma evolução favorável e está "de alguma forma a ceder aos meios", informou fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil à Lusa.

De acordo com a fonte, apesar dessa evolução o fogo "não está ainda dominado e completamente estabilizado". "Temos ainda algumas reativações pontuais, alguns pontos quentes para onde estamos a projetar meios para tentar garantir que não cresçam", descreveu.

No terreno encontram-se, às 14h20, 481 operacionais, apoiados por 141 viaturas e cinco meios aéreos.

O fogo levou à ativação do Plano Municipal de Emergência, tendo chegado a ter três frentes ativas durante a última noite.


No distrito da Guarda, a manhã foi relativamente calma, mas o vento está a reacender as chamas. De Espanha chegou já uma unidade militar de emergência com cinquenta operacionais para ajudar no combate ao fogo.
Guarda com duas frentes ativas
Ao princípio da tarde, o fogo progredia com duas frentes ativas. No entanto, o Comando Distrital de Operações de Socorro avançou que o combate ao incêndio está a “correr bem”.

Devido ao incêndio, permanece cortada a circulação ferroviária na Linha da Beira Alta, entre a Guarda e Vilar Formoso, indicou.

Segundo o CDOS da Guarda, o fogo, que deflagrou na segunda-feira pouco depois das 13:00 em Rochoso, no concelho da Guarda, evoluiu para os concelhos vizinhos de Almeida, Pinhel e Sabugal.

Às 14h20, o fogo rural estava a ser combatido por 401 operacionais e 128 viaturas e quatro meios aéreos, segundo informação disponibilizada na página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

No distrito da Guarda regista-se outro incêndio, em Murça, Vila Nova de Foz Côa, que envolve no seu combate 41 homens, 11 viaturas e três meios aéreos.

Durante a noite, os bombeiros conseguiram controlar o incêndio de Oleiros. A estrada nacional 238, que faz a ligação à Sertã, já foi reaberta.

O fogo florestal tinha tido início na tarde de segunda-feira, na feguesia de Mosteiro e foi combatido por 296 operacionais. As chamas levaram à evacuação de algumas habitações por precaução.

c/ Lusa
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