Incêndio em Pedrógão Grande provoca 19 mortos

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Dezanove pessoas morreram na noite deste sábado no incêndio que deflagrou durante a tarde no concelho de Pedrógrão Grande, disse o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. Este é um dos incêndios mais mortíferos das últimas décadas em Portugal.

"Temos a confirmação de 19 vítimas mortais, civis", disse Jorge Gomes, que explicou que 16 pessoas morreram carbonizadas dentro dos carros em que seguiam, na estrada nacional que liga Figueiró a Castanheira de Pêra. 

Outras três pessoas morreram devido à inalação de fumos no concelho de Figueiró dos Vinhos.

O secretário de Estado da Administração Interna revelou ainda que existem 20 feridos, seis dos quais bombeiros, havendo ainda duas pessoas desaparecidas. De 14 feridos civis, dez encontram-se em estado grave. Vários bombeiros foram retirados do local para serem assistidos.

Jorge Gomes disse que o incêndio se propagou "de forma que não tem explicação nenhuma" e que tem quatro frentes ativas, três com "uma violência muito grande”. O secretário de Estado revelou que foi montado um hospital para tratar das vítimas das chamas.

Jorge Gomes confirmou também a existência quatro frentes ativas que diz serem "muito violentas", desejando as condolências às famílias que perderam entes queridos.

"Em nome do Governo, desde já, endereço às famílias o nosso pesar e o nosso lamento pelo que aconteceu. Isto não tem resposta. Estamos todos consternados com o que está acontecer e queremos acabar com tudo isto depressa", declarou o secretário de Estado da Administração Interna.
Presidente da República agradece trabalho dos que lutam as chamas
Marcelo Rebelo de Sousa apresentou-se em Pedrógão Grande na noite de sábado para domingo visivelmente comovido pela situação que deu origem a 19 mortos, deixando condolências às famílias das vítimas.

"Queria antes de mais apresentar os meus sentimentos aos familiares das vítimas civis, acompanhando-os na sua dor e fazendo-o em nome de todos os portugueses", afirmou em declarações aos jornalistas no local.

O presidente da República deu uma palavra de agradecimento a todos aqueles que lutam contra o incêndio que ainda está por circunscrever. "Quero dar uma palavra de agradecimento e apoio, porque a missão vai continuar, está a continuar e vai continuar numa área ampla".

O presidente da República explicou que não existe falta de capacidade nem competência na luta contra o incêndio que começou por volta das 14h00 de sábado.

"Houve e há uma mobilização notável com os meios existentes e aqueles que estão para chegar. Uma coragem e determinação, capacidade de resistência perante elementos naturais, infelizmente únicos", afiançou Marcelo Rebelo de Sousa.
"A maior tragédia de vidas humanas", diz António Costa
O primeiro ministo falou esta noite da situação que se está a viver em Pedrógão Grande onde morreram 19 pessoas. António Costa disse, a caminho da Proteção Civil, que se trata da maior tragédia de vidas humanas que há conhecimento nos últimos anos.

"Seguramente estamos perante a maior tragédia de vidas humanas que temos vivido", declarou o primeiro ministro.

António Costa reuniu com o presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) para receber um ponto de situação em que se baseará para tomar uma decisão em relação ao número de meio a ser utilizado no combate a este e outros incêndios.

"A seu tempo, temos de apurar o que é que aconteceu", concluiu o primeiro ministro português.
Autarca de Figueiró dos Vinho fala em "situação preocupante"

Jorge Abreu, presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, revelou que existem várias localidades sem luz, o que está a dificultar a luta contra as chamas. “Nunca vi uma situação assim, é muito preocupante, não estamos a conseguir chegar a todo o lado”, declarou o autarca.

Por volta das 23h30, o incêndio que teve início à tarde, em Escala Fundeiros, envolvia perto de 331 bombeiros, 101 viaturas, um meio áereo e 13 ambulâncias. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já se encontra em Pedrógão Grande.

(c/ Lusa)


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