Incêndio em Valpaços continua ativo e mobiliza centenas de operacionais

Incêndio em Valpaços continua ativo e mobiliza centenas de operacionais

Em Valpaços, distrito de Vila Real, as chamas continuam a preocupar as autoridades. Um outro incêndio na Guarda foi já dominado, mas mais de 500 operacionais estão ainda no terreno para impedir que haja reacendimentos.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: António Antunes - RTP

Um incêndio em Valpaços mobilizava, ao início da manhã desta quarta-feira, 472 operacionais apoiados por 143 meios terrestres e seis meios aéreos. Os pontos mais sensíveis neste momento são uma estação de tratamento de águas e um depósito de gás.

À RTP, Bruno Sarmento, subcomandante da Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, adiantou que com o aumento da temperatura vai ser muito difícil controlar as chamas, que deverão continuar a lavrar pelo menos durante a tarde desta quarta-feira.

O incêndio, que deflagrou na terça-feira, chegou a ter três frentes ativas. A Estrada Nacional 213, que faz a ligação entre Valpaços e Chaves, foi cortada mas já reabriu.

Teresa Pavão, vice-presidente da Câmara Municipal de Valpaços, disse à RTP Antena 1 que "há um quilómetro de frente ativa de fogo” e “dois pontos muito sensíveis que estão a ser monitorizados”.

Um deles é “a estação de tratamento de águas que abastece a cidade de Valpaços” e o outro é “um depósito de gás que existe aqui numa localidade que também está a ser fustigada pelo fogo".

"Estamos a aguardar que as condições também melhorem ligeiramente. A temperatura baixou, não o suficiente, o vento não está tão intenso em algumas zonas, mas noutras continua a fustigar-nos", adiantou.
Incêndio na Guarda em resolução
Durante a madrugada desta quarta-feira, um outro incêndio na Guarda, que eclodiu na segunda-feira, entrou em resolução.

“Neste momento contamos com 523 operacionais apoiados por mais de 130 meios terrestres. Estão dois meios aéreos no teatro de operações e previsivelmente vão estar mais nestas operações de consolidação e rescaldo”, disse à RTP o comandante da Proteção Civil Marco Lucas.

“A previsão é mais ou menos como o dia de ontem, ou seja, que ao longo do dia o vento vá aumentar um bocadinho de velocidade e isso vai fazer com que nós tenhamos de redobrar a nossa atenção em todos estes pontos quentes agora”, explicou.

O comandante adiantou ainda que foram consolidados alguns desses pontos durante a noite, “mas vamos estender o dispositivo a toda a área, que é uma área muito grande, para não acontecer nada de grave”.

As chamas chegaram a aproximar-se de habitações. A A25 e a Estada Nacional 16 foram cortadas, mas entretanto já reabriram ao trânsito.

O incêndio começou em Rochoso e atingiu mais três concelhos: Almeida, Pinhel e Sabugal. Cinco bombeiros sofreram ferimentos ligeiros.

O incêndio chegou a ter três frentes ativas e queimou quatro mil hectares, num perímetro de 40 quilómetros.
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