País
Incêndio num prédio das Caldas faz 3 mortos e 7 feridos
Um incêndio num prédio nas Caldas da Rainha fez esta madrugada três vítimas mortais e sete feridos. As vítimas dormiam nas águas furtadas e terão morrido devido à inalação de fumo. As autoridades estão a investigar as causas deste fogo que deflagrou no primeiro piso de um prédio situado no centro das Caldas. Entretanto, uma moradora acusa o 112 de ter demorado uma hora a acionar os bombeiros.
O incêndio que esta madrugada deflagrou num prédio alugado em sistema de pensão, na zona histórica das Caldas da Rainha, acabou por fazer três mortos e sete feridos entre as pessoas que ocupavam a habitação no centro da cidade.
A polícia procura as causas para o ocorrido, mas apenas adianta de momento que as vítimas mortais, dois homens e uma mulher, viviam em condições precárias num quarto nas águas furtadas do edifício, o que dificultou a ação de resgate por parte dos bombeiros.
O alerta de uma moradora, cerca das 3H50 da madrugada, dava conta de um incêndio no 1.º andar de um prédio no centro das Caldas da Rainha. De acordo com uma das testemunhas, ouvida pela RTP, o 112 demorou quase uma hora a acionar os bombeiros: os Bombeiros Voluntários das Caldas foram acionados às 4H52 e chegaram ao local três minutos depois; acorreu ainda ao local uma corporação de Óbidos.
De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários das Caldas, "o incêndio ocorreu no primeiro andar, as pessoas que faleceram deviam estar a dormir e inalaram o fumo". O chefe dos bombeiros confirmou que as vítimas se "encontravam nas águas furtadas", tendo os seus corpos sido transportados para a morgue do hospital de Caldas da Rainha, devendo ser ainda hoje transferidos para o Gabinete Médico-Legal de Torres Vedras.
"O acesso é muito complicado e as vítimas estariam todas nas águas furtadas a dormir e terão levado mais tempo a reagir", afirmou o comandante José António Silva.
Os feridos foram retirados do edifício e transportados para o Hospital das Caldas da Rainha, de onde três já tiveram alta. Uma mulher continua internada no serviço de ortopedia, com fraturas nos pés, e um outro ferido, o filho do proprietário do edifício, sofreu queimaduras numa mão enquanto salvava um dos moradores e foi transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
"Três feridos já tiveram alta, uma senhora mantém-se internada no serviço de ortopedia com fraturas nos pés e apenas um ferido foi transferido para Santa Maria com queimaduras numa mão", explicou Nuno Santa Clara, diretor clínico do Centro Hospital Oeste Norte, em declarações à Agência Lusa.
Sistema de alarme não disparou
O prédio que hoje ardeu no centro histórico das Caldas funcionava como uma espécie de pensão, onde eram alugados quartos.
O prédio da Travessa da Piedade teria sistema de alarme contra incêndios, mas este não funcionou.O fogo foi dado como extinto às 6 da manhã; no combate às chamas estiveram 20 bombeiros e 9 viaturas da corporação das Caldas da Rainha e a viatura médica de emergência e reanimação do INEM
As chamas foram dominadas cerca das 6H00 da manhã e, ao início da manhã, quatro elementos da Polícia Judiciária estiveram no local para apurar o que terá estado na origem ao fogo.
O fogo provocou ainda avultados danos materiais, com fonte da PSP a alertar para o risco de ruir apresentado pelo teto de um dos quartos.
A polícia procura as causas para o ocorrido, mas apenas adianta de momento que as vítimas mortais, dois homens e uma mulher, viviam em condições precárias num quarto nas águas furtadas do edifício, o que dificultou a ação de resgate por parte dos bombeiros.
O alerta de uma moradora, cerca das 3H50 da madrugada, dava conta de um incêndio no 1.º andar de um prédio no centro das Caldas da Rainha. De acordo com uma das testemunhas, ouvida pela RTP, o 112 demorou quase uma hora a acionar os bombeiros: os Bombeiros Voluntários das Caldas foram acionados às 4H52 e chegaram ao local três minutos depois; acorreu ainda ao local uma corporação de Óbidos.
De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários das Caldas, "o incêndio ocorreu no primeiro andar, as pessoas que faleceram deviam estar a dormir e inalaram o fumo". O chefe dos bombeiros confirmou que as vítimas se "encontravam nas águas furtadas", tendo os seus corpos sido transportados para a morgue do hospital de Caldas da Rainha, devendo ser ainda hoje transferidos para o Gabinete Médico-Legal de Torres Vedras.
"O acesso é muito complicado e as vítimas estariam todas nas águas furtadas a dormir e terão levado mais tempo a reagir", afirmou o comandante José António Silva.
Os feridos foram retirados do edifício e transportados para o Hospital das Caldas da Rainha, de onde três já tiveram alta. Uma mulher continua internada no serviço de ortopedia, com fraturas nos pés, e um outro ferido, o filho do proprietário do edifício, sofreu queimaduras numa mão enquanto salvava um dos moradores e foi transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
"Três feridos já tiveram alta, uma senhora mantém-se internada no serviço de ortopedia com fraturas nos pés e apenas um ferido foi transferido para Santa Maria com queimaduras numa mão", explicou Nuno Santa Clara, diretor clínico do Centro Hospital Oeste Norte, em declarações à Agência Lusa.
Sistema de alarme não disparou
O prédio que hoje ardeu no centro histórico das Caldas funcionava como uma espécie de pensão, onde eram alugados quartos.
O prédio da Travessa da Piedade teria sistema de alarme contra incêndios, mas este não funcionou.O fogo foi dado como extinto às 6 da manhã; no combate às chamas estiveram 20 bombeiros e 9 viaturas da corporação das Caldas da Rainha e a viatura médica de emergência e reanimação do INEM
As chamas foram dominadas cerca das 6H00 da manhã e, ao início da manhã, quatro elementos da Polícia Judiciária estiveram no local para apurar o que terá estado na origem ao fogo.
O fogo provocou ainda avultados danos materiais, com fonte da PSP a alertar para o risco de ruir apresentado pelo teto de um dos quartos.