País
Incêndios. Governo afirma que mensagens de emergência não demoram 12 horas
O Ministério da Administração Interna esclarece que o sistema de alertas por SMS preparado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, pela ANACOM e pelos operadores de comunicações móveis não demora 12 horas. A reação surge depois de a edição desta quinta-feira do Jornal de Notícias adiantar que o sistema de alerta por mensagem não servir para situações de emergência.
Segundo o Jornal de Notícias, o sistema de alerta por mensagem não serve para situações de emergência. O diário apurou juntos das entendidas envolvidas, que este SMS leva cerca de 12 horas a chegar ao destinatário. A mensagem é enviada em inglês e português quando é declarado estado de alerta.
Na nota de esclarecimento a Administração Interna não desmente a demora, dando como exemplo "o exercício realizado a 19 de maio de 2018. Nos distritos de Aveiro e Viseu, cerca de 90 por cento das mensagens foram entregues nas primeiras duas horas".
O JN refere que seria impossível evitar a situação que aconteceu há cerca de uma semana na A12. Quando uma nuvem de fumo causada por um incêndio fez com os automobilistas fugissem em contramão.
A Vodafone, uma das operadoras com quem o Ministério da Administração Interna (MAI) e a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) tem acordo, explicou ao jornal que “visto tratar-se de uma situação preventiva”, a mensagem só pode ser entregue “nas 12 horas imediatamente a seguir ao pedido efetuado pela Proteção Civil”.
A operadora sublinhou também que, para além do aviso emitido como teste, “ainda O envio das SMS não tem custos para o Estado nem para os destinatários.não houve nenhum pedido de envio de SMS”.
A Proteção Civil admitiu ao JN que este sistema ainda está “a ser desenvolvido”. “O que está previsto e operacional para 2018 é o envio de um SMS preventivo, emitido apenas em situações excecionais (…) ”.
O MAI avançou com o sistema de mensagens de alerta, depois das recomendações da Comissão Técnica Independente que em 2017 investigou os incêndios.
A “criação de sistemas rotineiros de avisos e de alerta que tenham a maior cobertura possível. (…) Tais sistemas são rotineiros em muitas comunidades internacionais”, lembraram os membros da comissão ao JN.
Luís Correia, vice-presidente do Instituto Superior Técnico e especialista em engenharia eletrotécnica e de computadores, contou ao diário a dificuldade no envio dos SMS. “O processamento da informação não é imediato (…) depende do sistema montado”, explicou.
“O telemóvel é um excelente meio em caso de crise. Mas, além da rádio – através dos alertas RDS – e da televisão, não se pode descartar, bem pelo contrário, a aposta nas redes sociais, como o Facebook ou o Twitter, para a emissão de alertas de a Proteção Civil”, acrescentou.
Governo não controla SIRESP
O Estado não conseguiu adquirir a maioria do capital da empresa que gere a rede de comunicações de emergência. A Altice fica com a maioria, depois do Governo ter criticado a empresa por causa das falhas dos incêndios de 2017.
Após as falhas do ano passado, o Governo tinha o objetivo de comprar participações da Galilei e da Datacomp, a que eventualmente se poderia juntar a Esegur, tendo assim 54 por cento. O Estado só conseguiu 33 por cento que detinha a Galilei, ex-dona do BPN.
Apesar do Governo não ter ficado com a maioria, a Altice cede a presidência do consórcio ao Estado.
Na nota de esclarecimento a Administração Interna não desmente a demora, dando como exemplo "o exercício realizado a 19 de maio de 2018. Nos distritos de Aveiro e Viseu, cerca de 90 por cento das mensagens foram entregues nas primeiras duas horas".
O JN refere que seria impossível evitar a situação que aconteceu há cerca de uma semana na A12. Quando uma nuvem de fumo causada por um incêndio fez com os automobilistas fugissem em contramão.
A Vodafone, uma das operadoras com quem o Ministério da Administração Interna (MAI) e a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) tem acordo, explicou ao jornal que “visto tratar-se de uma situação preventiva”, a mensagem só pode ser entregue “nas 12 horas imediatamente a seguir ao pedido efetuado pela Proteção Civil”.
A operadora sublinhou também que, para além do aviso emitido como teste, “ainda O envio das SMS não tem custos para o Estado nem para os destinatários.não houve nenhum pedido de envio de SMS”.
A Proteção Civil admitiu ao JN que este sistema ainda está “a ser desenvolvido”. “O que está previsto e operacional para 2018 é o envio de um SMS preventivo, emitido apenas em situações excecionais (…) ”.
O MAI avançou com o sistema de mensagens de alerta, depois das recomendações da Comissão Técnica Independente que em 2017 investigou os incêndios.
A “criação de sistemas rotineiros de avisos e de alerta que tenham a maior cobertura possível. (…) Tais sistemas são rotineiros em muitas comunidades internacionais”, lembraram os membros da comissão ao JN.
A Administração Interna explicou que a mensagem só é enviada para uma determinada zona geográfica e que pode incluir mensagens em inglês, de modo a informar os cidadãos estrangeiros. A Proteção Civil enganou-se no número de emergência e deu o contacto da GlassDrive. Várias pessoas ligaram para esclarecimento de dúvidas sobre os incêndios. As linhas estiveram inoperacionais durante cerca de 90 minutos.
Luís Correia, vice-presidente do Instituto Superior Técnico e especialista em engenharia eletrotécnica e de computadores, contou ao diário a dificuldade no envio dos SMS. “O processamento da informação não é imediato (…) depende do sistema montado”, explicou.
“O telemóvel é um excelente meio em caso de crise. Mas, além da rádio – através dos alertas RDS – e da televisão, não se pode descartar, bem pelo contrário, a aposta nas redes sociais, como o Facebook ou o Twitter, para a emissão de alertas de a Proteção Civil”, acrescentou.
Governo não controla SIRESP
O Estado não conseguiu adquirir a maioria do capital da empresa que gere a rede de comunicações de emergência. A Altice fica com a maioria, depois do Governo ter criticado a empresa por causa das falhas dos incêndios de 2017.
Após as falhas do ano passado, o Governo tinha o objetivo de comprar participações da Galilei e da Datacomp, a que eventualmente se poderia juntar a Esegur, tendo assim 54 por cento. O Estado só conseguiu 33 por cento que detinha a Galilei, ex-dona do BPN.
A Altice, em comunicado, afirmou que detinha 30,55 por cento da empresa e que “exerceu o direito de preferência na compra das posições” da Esegur e Datacomp.