País
Incêndios. Presidente da República critica falta de cumprimento de promessas e propostas
Num discurso nas comemorações dos 150 anos dos Bombeiros da Guarda, António José Seguro veio criticar o "muito que ficou por fazer" desde os incêndios de 2017, bem como promessas por cumprir, por exemplo, na recuperação da área ardida na Serra da Estrela e reitera a necessidade de apostar na prevenção.
O Presidente da República destaca o relatório da Comissão Técnica Independente, que vai no mesmo sentido dos seus alertas quanto à necessidade de apostar na prevenção.
"E aponta algo ainda mais preocupante: muito ficou por fazer depois dos relatórios anteriores, dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado", refere.
"É urgente evitar que as medidas propostas fiquem na gaveta, adiadas sine die. As intempéries, as vagas de calor, os sismos, a frequência de incêndios devastadores, em Portugal e noutras geografias, clamam por uma ação atempada, mobilizadora e cientificamente fundamentada", diz.
"Clamam também pelo cumprimento de promessas que se arrastam há demasiado tempo. Como a que se seguiu à tragédia de 2022, no Parque Natural da Serra da Estrela, devastado por um incêndio que durou mais de duas semanas".
"E aponta algo ainda mais preocupante: muito ficou por fazer depois dos relatórios anteriores, dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado", refere.
"É urgente evitar que as medidas propostas fiquem na gaveta, adiadas sine die. As intempéries, as vagas de calor, os sismos, a frequência de incêndios devastadores, em Portugal e noutras geografias, clamam por uma ação atempada, mobilizadora e cientificamente fundamentada", diz.
"Clamam também pelo cumprimento de promessas que se arrastam há demasiado tempo. Como a que se seguiu à tragédia de 2022, no Parque Natural da Serra da Estrela, devastado por um incêndio que durou mais de duas semanas".
"Quase nada foi investido dos 155 milhões que foram anunciados" para o Parque Natural da Serra da Estrela, consumida pelas chamas e que, quatro anos depois, ainda tem promessas de recuperação por cumprir.
"Em vez do passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger este património natural, que é também um dos principais ativos desta região do interior de Portugal. A Serra da Estrela merece mais do que promessas", conclui.
"Em vez do passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger este património natural, que é também um dos principais ativos desta região do interior de Portugal. A Serra da Estrela merece mais do que promessas", conclui.
"As particularidades do interior, com aldeias dispersas, algumas quase despovoadas, com poucos serviços sociais e de saúde, com famílias envelhecidas e com dificuldades de mobilidade, acentuam outras vertentes da ação dos bombeiros que nem sempre recebem o devido reconhecimento", afirmou o Presidente.
"Num tempo em que tantas vezes se fala de divisão, os bombeiros recordam-nos o fundamental: o dever de cuidarmos uns dos outros", acresenta Seguro, que depois distingiu a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Egitanienses com o grau de Membro-Honorário da Ordem do Mérito, por ocasião das comemorações dos seus 150 anos.
"Num tempo em que tantas vezes se fala de divisão, os bombeiros recordam-nos o fundamental: o dever de cuidarmos uns dos outros", acresenta Seguro, que depois distingiu a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Egitanienses com o grau de Membro-Honorário da Ordem do Mérito, por ocasião das comemorações dos seus 150 anos.