Indicadores não mostram fuga de cérebros de Portugal, garante secretária de Estado da Ciência
Lisboa, 17 jul (Lusa) - A secretária de Estado da Ciência afirmou hoje que os indicadores disponíveis não mostram qualquer movimento de fuga de investigadores qualificados de Portugal.
"Os indicadores que temos, vindos do Instituto Nacional de Estatística e da Direcção Geral de Estatística de Educação e Ciência do Ministério [da Educação e Ciência] não mostram, neste momento, fuga de cérebros", disse Leonor Parreira.
A governante falava aos jornalistas depois de um passeio no Tejo, numa embarcação tradicional, para marcar o lançamento do programa `Ciência Viva Verão 2012`, que vai decorrer até setembro com a participação de cientistas em 1.755 ações em todo o país.
"Não temos qualquer evidência do ponto de vista quantitativo de que haja fuga de cérebros de Portugal, uma coisa é as pessoas dizerem ´vou embora se´, outra coisa é irem", especificou Leonor Parreira.
"Temos visto muito isso [fuga de cérebros] escrito nos jornais, o que até é compreensível, as pessoas percebem a situação do país", defendeu.
As pessoas "percebem que estamos todos a fazer um grande esforço para que o país recupere, mas há receio, é natural, em todos os setores da sociedade, e os cientistas não serão imunes a isso", realçou a secretária de Estado.
Porém, "também sabemos que tem havido ganho de cérebros" e cientistas de "grande qualidade estão a querer vir para Portugal, o que não deixa de ser curioso", apontou.
"O que nos interessa é que os melhores cérebros não saiam e que os melhores cérebros entrem" no país, concluiu a governante.
Leonor Parreira referiu-se ainda ao `Programa Investigador FCT [Fundação para a Ciência e a Tecnologia]` que pretende ser uma oportunidade para recrutar os melhores investigadores e tecnólogos, num concurso "altamente competitivo" e cuja primeira edição foi este ano.
O objetivo é que as instituições "possam saber que têm ali uma bolsa de gente de altíssima qualidade, sem custos, pois a FCT paga os contratos".