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União Europeia
Índice de pluralismo dos media na UE: Portugal continua na 13ª posição
Entre os 27 Estados-membros da União Europeia, Portugal continua na 13ª posição no índice europeu de pluralismo dos media, igualando a média comunitária, com um "risco médio-baixo" de 49 por cento. A conclusão é do relatório Media Pluralism Monitor 2026.
(em atualização)
O Media Pluralism Monitor (MPM) é um projeto científico cujo objetivo é "avaliar o estado dos meios de comunicação com uma abordagem verdadeiramente holística" e que tem "em consideração não apenas a liberdade de imprensa e a segurança dos jornalistas — que continuam a ser essenciais —, mas também a saúde financeira do setor mediático, os padrões de propriedade dos meios de comunicação e a sua influência na independência editorial, a inclusão dentro dos media e muito mais".
Este ano, no primeiro lugar do índice, desenvolvido pelo Centre for Media Pluralism and Media Freedom para avaliar os riscos ao pluralismo dos media, ficou a Suécia (26 por cento), seguida pela Alemanha (30 por cento), ambos com um nível de risco considerado "muito baixo".
Já Portugal registou um índice de pluralismo de 49 por cento, e tem um risco "médio-alto" em duas das quatro áreas avaliadas – pluralidade de mercado e inclusão social –, enquanto a proteção fundamental regista risco "médio-baixo" e a independência política permanece em risco "baixo".
Já Portugal registou um índice de pluralismo de 49 por cento, e tem um risco "médio-alto" em duas das quatro áreas avaliadas – pluralidade de mercado e inclusão social –, enquanto a proteção fundamental regista risco "médio-baixo" e a independência política permanece em risco "baixo".
A publicação da edição de 2026 do Media Pluralism Monitor acontece, num momento marcado por "significativa incerteza e crescente vulnerabilidade dos sistemas democráticos".
"Como destacamos em edições anteriores, a liberdade e o pluralismo dos media enfrentam pressões cada vez maiores decorrentes da instabilidade geopolítica, da polarização política, da disrupção tecnológica, da concentração económica e da rápida evolução do cenário da informação digital", lê-se no relatório, divulgado esta segunda-feira. "Os acontecimentos de 2025 intensificaram essas preocupações, tornando ainda mais urgente uma resposta".
Os autores sublinham ainda que o período atual "não é apenas um teste de resistência para os sistemas democráticos, mas também um exame crítico da resiliência da própria esfera pública europeia".
"Como destacamos em edições anteriores, a liberdade e o pluralismo dos media enfrentam pressões cada vez maiores decorrentes da instabilidade geopolítica, da polarização política, da disrupção tecnológica, da concentração económica e da rápida evolução do cenário da informação digital", lê-se no relatório, divulgado esta segunda-feira. "Os acontecimentos de 2025 intensificaram essas preocupações, tornando ainda mais urgente uma resposta".
Os autores sublinham ainda que o período atual "não é apenas um teste de resistência para os sistemas democráticos, mas também um exame crítico da resiliência da própria esfera pública europeia".
Falta de legislação e dependência económica
Na área da pluralidade de mercado, o relatório identificou a concentração da propriedade como o principal problema estrutural do setor, salientando que "quatro grandes operadores" (Impresa, Media Capital, Medialivre e RTP) dominam o mercado nacional e coexistem com muitas pequenas empresas em dificuldades financeiras.
A legislação portuguesa continuou sem responder à evolução dos ecossistemas mediáticos, revela o documento, e sem garantir uma lei geral dos media que estabeleça limites quantitativos à concentração entre diferentes meios ou nos mercados digitais.
O estudo alertou ainda para a crescente dependência económica dos órgãos de comunicação social das grandes plataformas digitais, que concentram a maior parte da receita publicitária, e considerou insuficientes as medidas públicas destinadas a garantir a sustentabilidade do setor.
O estudo alertou ainda para a crescente dependência económica dos órgãos de comunicação social das grandes plataformas digitais, que concentram a maior parte da receita publicitária, e considerou insuficientes as medidas públicas destinadas a garantir a sustentabilidade do setor.
A situação financeira dos media portugueses também foi avaliada e, de acordo com os dados agora divulgados, permaneceu difícil em 2025: o grupo Impresa procurou investimento estrangeiro, com a entrada da italiana MediaForEurope (MFE) e o grupo Trust in News foi declarado insolvente.
Além disso, após a separação do Global Media Group, os títulos Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF continuam sem sinais claros de recuperação económica e o DN encerrou a edição impressa de fim de semana.
Os autores destacaram ainda que a profissão de jornalista atravessa uma situação de "grande pressão", marcada pela precariedade laboral, baixos salários, recurso crescente a contratos precários e dificuldades financeiras das empresas, fatores que consideram comprometer a independência editorial.
Além disso, após a separação do Global Media Group, os títulos Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF continuam sem sinais claros de recuperação económica e o DN encerrou a edição impressa de fim de semana.
Os autores destacaram ainda que a profissão de jornalista atravessa uma situação de "grande pressão", marcada pela precariedade laboral, baixos salários, recurso crescente a contratos precários e dificuldades financeiras das empresas, fatores que consideram comprometer a independência editorial.
C/Lusa