Infarmed contesta médicos e diz que genéricos equivalentes ao original equivalem entre si

Lisboa, 16 dez (Lusa) - O Infarmed rejeitou hoje as afirmações do bastonário da Ordem dos Médicos sobre a inexistência de bioequivalência comprovada entre genéricos, afirmando que os genéricos que demonstrem bioequivalência com o original são bioequivalentes entre si.

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O bastonário da Ordem dos Médicos afirmou hoje que não existem estudos de bioequivalência entre genéricos e que, por essa razão, estes medicamentos não podem ser substituídos na farmácia.

Em conferência de imprensa, José Manuel Silva partilhou correspondência sobre a substituição de fármacos trocada com a autoridade que regula o setor do medicamento (Infarmed), na qual esta reconhece que a troca só pode ser feita entre medicamentos bioequivalentes.

"Dois medicamentos só poderão ser intercambiáveis se for demonstrada a bioequivalência entre ambas as formulações, com base na apresentação de um estudo de biodisponibilidade e bioequivalência", esclareceu o Infarmed perante a solicitação da Ordem dos Médicos.

Em comunicado, o Infarmed reagiu a estas declarações afirmando que "todos os medicamentos genéricos existentes no mercado são bioequivalentes com os medicamentos de referência", pelo que dois medicamentos que demonstraram bioequivalência com o original são bioequivalentes entre si.

"Assim, mantém-se válida a afirmação do INFARMED, [citada pelo Bastonário] de que dois medicamentos genéricos que demonstraram bioequivalência com o medicamento de referência podem ser, eles próprios, intercambiáveis", sublinha o Infarmed.

A autoridade do medicamento considera por isso que a conclusão retirada pelo bastonário da Ordem dos Médicos "não é científica e tecnicamente correta e pode colocar em causa a confiança dos doentes nos medicamentos essenciais à sua terapêutica".

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