Inquérito da IGAI sobre alegada corrupção na Escola Prática da GNR continua por concluir

A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) continua por concluir o inquérito a alegadas irregularidades na Escola Prática da GNR, apesar de terminar esta terça-feira o prazo fixado.

Agência LUSA /

A 30 de Agosto, questionada pela Agência Lusa, a IGAI explicou que "o prazo de prorrogação da instrução do processo" terminava a 19 de Setembro, "acrescido de 10 dias úteis para elaboração do Relatório Final - 03 de Outubro de 2006".

Hoje, 03 de Outubro de 2006, contactado de novo a IGAI, com pedido para conhecer o Relatório Final, a Lusa obteve como resposta que "logo que concluído" o relatório será presente ao ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa.

A informação da IGAI, via e-mail, foi enviada à Lusa cerca das 17:00 de hoje, 30 minutos antes do encerramento dos serviços daquele organismo.

O inquérito à Escola Prática da GNR foi pedido à IGAI a 02 de Maio passado (há cinco meses) pelo ministro da Administração Interna, António Costa, na sequência de uma notícia publicada no semanário "Expresso".

De acordo com um despacho emitido na altura por António Costa, o inquérito deveria estar concluído no prazo de 45 dias, a 13 de Julho.

A IGAI no entanto, justificando com o "volume e natureza das diligências em curso", pediu uma prorrogação do prazo, que foi concedido por António Costa, conforme o próprio ministro anunciou no Porto, nesse mesmo dia.

A Lusa questionou hoje sobre o assunto o secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, à margem do acto de assinatura de um "protocolo de colaboração" entre o Ministério da Administração Interna e a Comissão Nacional Justiça e Paz, para o desenvolvimento de campanhas para a legalização e entrega voluntária de armas ilegais.

"Este momento não é o apropriado para responder" à questão, observou José Magalhães.

A denúncia do "Expresso" fazia referências a suspeitas de participação em negócios ilícitos por parte do presidente do conselho de administração da Escola Prática da GNR em Queluz, já afastado do cargo.

"O visado" - adianta o jornal - "é o tenente coronel Manuel Joaquim Pinheiro, um dos oficiais superiores mais antigos da GNR, responsável pela gestão de um orçamento de cerca de cinco milhões de euros. Entre as empresas, cujos negócios estão sob suspeita, está uma que tem como sócio o chefe da Intendência do Comando-Geral, que faz todas as grandes aquisições da Guarda, tenente-coronel João Pedrosa".

A Escola Prática da Guarda Nacional Republicana comemorou em Julho 12 anos. Tem sede em Queluz (Sintra), subunidades de instrução em Aveiro e Portalegre e ministra "formação técnico-profissional e comportamental aos militares".


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