Inspeção-Geral da Saúde abre inquérito ao Hospital de Cascais

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O ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes, revelou esta sexta-feira que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde vai averiguar sobre os casos de contágio de sarampo no Hospital de Cascais.

À margem de uma cerimónia no Hospital Santa Maria, o ministro da Saúde disse ter falado com a inspetora-geral das atividades de saúde sobre o assunto, dando origem a averiguações aos casos de sarampo que surgiram no hospital de Cascais.

"A partir do momento em que a senhora inspetora-geral se interessa pelo caso, não tem outra forma de trabalhar que não seja a abertura de um inquérito. Significa que hoje mesmo determinou a abertura de um inquérito", acrescentou o ministro da Saúde.


Vários casos surgiram nesse hospital da Grande Lisboa, com a doença a ter origem numa criança doente que infetou profissionais de saúde e uma adolescente de 17 anos que acabaria transferida para o Hospital D. Estefânia onde acabou por falecer.

Até agora, Portugal regista 21 casos de sarampo, num surto epidémico que já afetou 14 países europeus.
Ministro apela à vacinação por profissionais de saúde
Adalberto Campos Fernandes revelou que não existem mais casos confirmados de sarampo e continua a apelar à vacinação para quem ainda não se encontra imunizado. Portugal conta com 21 casos de contágio pelo vírus do sarampo o que levou à morte de uma adolescente de 17 anos.

O ministro da saúde pediu, por isso, para que quem ainda não tenha a vacina que recorra a profissionais de saúde para o fazer.

"Queremos reforçar aos portugueses a tranquilidade que procurámos transmitir logo no primeiro dia. Passados oito dias, acabámos por ser informados pelo Instituto Ricardo Jorge de que não há mais nenhum caso positivo e esta é uma boa notícia. Não quer dizer que não possam ocorrer mais alguns, mas é uma boa notícia", disse o ministro.

Questionado sobre a falta de vacinas de alguns dos profissionais de saúde que contraíram sarampo, Adalberto Campos Fernandes voltou a apelar à vazinação.

"As administrações regionais de saúde estão a mobilizar-se para que as crianças que não tenham a vacina e profissionais que estejam sub-imunizados ou não tenham feito a vacina poderem fazê-la", completou. 

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