Inspeção suspende Clínica do Bosque por falta de condições higiossanitárias

Lisboa, 04 jun (Lusa) - A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) suspendeu hoje a atividade da Clínica do Bosque, Amadora, por não estarem reunidos os requisitos legais para o seu funcionamento nem as condições mínimas higiossanitárias, segundo fonte do Ministério da Saúde.

Lusa /

A suspensão da atividade desta clínica, uma unidade de saúde privada que se disponibilizava para fazer abortos, apesar de não estar para isso autorizada, resultou de uma ação de fiscalização que se realizou hoje, conjuntamente com a autoridade de saúde da Amadora.

A mesma fonte revelou à agência Lusa que naquela clínica estavam a ser desenvolvidas atividades de elevado risco para a saúde pública, sem as condições mínimas higiossanitárias.

Em maio, a Lusa noticiou que esta clínica apresentava na sua página na Internet -- entretanto desativada - uma lista de prestação de serviços de saúde que incluía a Interrupção de Gravidez (IG).

Em Portugal, apenas três clínicas privadas estão autorizadas legalmente pela Direção Geral da Saúde (DGS) a realizarem a IG: a Clínica dos Arcos, o Hospital do SAMS, em Lisboa, e a Clínica SOERAD, em Torres Vedras.

No seguimento da notícia da Lusa, a IGAS dirigiu-se ao local, tendo na altura encontrado o estabelecimento encerrado.

Também a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) tentou visitar o local, mas não conseguiu porque as instalações estavam na altura encerradas.

A ERS informou entretanto a Lusa de que "irá continuar a acompanhar a situação e atuará se tal se mostrar necessário e nos termos adequados".

A IGAS vai igualmente continuar a acompanhar o caso -- a alegada prática ilegal de IG na Clínica do Bosque - e a prosseguir as diligências que se afiguraram pertinentes, no âmbito dessa ação de fiscalização.

Entretanto, o Ministério Público também abriu um inquérito.

"Na sequência dos factos noticiados e respeitantes à Clínica do Bosque, o Ministério Público determinou a abertura de inquérito", segundo uma nota enviada à Lusa pela Procuradoria-Geral da República.

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